Grupos de trabalhos

Este grupo de trabalho tem como objetivo promover o debate das pesquisas sobre a cidade e o urbano que estão se realizando no âmbito da pós-graduação em Geografia, no Brasil, particularmente daquelas que se realizam com leitura crítica e que compreendam a dialética da produção do espaço. Atendendo à chamada geral deste XII Encontro Nacional, o GT busca reunir as pesquisas que tenham como premissa a produção do conhecimento crítico e radical, no sentido de buscar a superação das condições atuais e apontar na direção da transformação, da utopia. Busca-se, assim, pesquisas que desvendem a produção da prática socioespacial compreendendo a realidade urbana em sua totalidade a partir dos diferentes níveis de análise. O GT deve explicitar a maneira como a produção do espaço integra, cada vez mais, os momentos da vida cotidiana e as práticas socioespaciais, ao capital financeiro e mundializado, provocando transformações sem precedentes nas cidades, num processo crítico e contraditório. Tal processo se revela como crise de diferentes dimensões, tais sejam, política, social, ambiental, econômica, cultural. Contudo, na perspectiva que delineia este GT, a raiz dessa crise está no papel desempenhado pela produção do espaço e pela colonização do cotidiano nas estratégias da reprodução ampliada do capital. Alguns temas, mas não exclusivamente estes, podem contribuir para a construção do debate: conflitos e lutas por direitos na cidade, construções de loteamentos horizontais murados, segregação socioespacial dos conjuntos habitacionais de interesse social, revalorização de áreas centrais mudanças de uso do solo, fragmentação e concomitante homogeneização de espaços, construção de infraestruturas para a atividade produtiva e para circulação de pessoas, bens e serviços, visando o consumo local e global, atuação do Estado na valorização de eixos de expansão urbana. A ênfase para a escolha do trabalhos a serem debatidos centra-se numa perspectiva: a da geografia urbana crítica radical.

Coordenadores
Profa. Dra. Silvana Maria Pintaudi - PPGH - USP
Profa. Dra. Isabel Aparecida Pinto Alvarez - PPGH - USP
Profa. Dra. Tatiane Marina Pinto de Godoy - PPGEOG - UFSJ
Prof. Dr. Danilo Volochko - PPGEO - UFPR

As áreas dos cerrados constituem um espaço econômico/social heterogêneo com recente ocupação econômica, caracterizada, particularmente, pela: modernização agrícola; agro industrialização; terceirização; aceleração do fenômeno urbano. Segundo Corrêa (1995) os impactos da modernização agrícola dizem respeito, particularmente, à estrutura fundiária, aos sistemas agrícolas, aos produtos cultivados, às relações sociais de produção e à mobilidade demográfica. Todavia, a modernização do campo afetou, sobremaneira, a urbanização, à medida que a partir dela tornou-se possível, nas cidades das regiões agrícolas modernizadas, a adoção de algumas outras inovações, principalmente, aquelas ligadas à prestação de serviços, bem como à informação, à comunicação e ao mundo financeiro.
O enfoque regional da urbanização será desenvolvido para definir e diferenciar as formas urbanas atuais da região: o processo, os agentes, as formas espaciais, seus conteúdos socioeconômicos e suas funções. Bem como as vulnerabilidades sócio/espaciais dessa urbanização.
Assim, este GT se propõe a discutir o processo de Formação Sócio\espacial e urbanização nas áreas do cerrado brasileiro, considerando-se os fatores políticos, econômicos, sociais e culturais que criaram novas redes e territorialidades no Brasil Central.
Os temas poderão ser enfocados considerando os seguintes aspectos já evidenciados no comportamento das redes de cidades dos cerrados: (re)configuração da rede urbana e novas territorialidades; modernização agrícola e urbanização; dinâmicas sócio espaciais; transformações recentes; metrópoles; capitais regionais; pequenas e médias cidades; fragmentação territorial e constituição de novos municípios.

Coordenadores
Profa. Dra. Beatriz Ribeiro Soares - PPGG - UFU
Profa. Dra. Celene Cunha Monteiro Antunes Barreira - PPGG - UFG
Prof. Dr. João Batista de Deus - PPGG - UFG
Prof. Dr. Fernando Luiz Araújo Sobrinho - PPGGEA - UNB

O GT tem o objetivo de propiciar a troca de experiências e fomentar a discussão dos resultados de investigações concluídas e em desenvolvimento sobre Agricultura, desenvolvimento regional e transformações sócio espaciais, com o intuito de refletir sobre processos que exercem influência direta e indireta nas dinâmicas econômica, social e cultural das comunidades e dos espaços rurais. Objetiva também discutir sobre os elementos teóricos e metodológicos das pesquisas em geografia agrária, a partir do estudo das explorações agrícolas e não agrícolas e da compreensão das distintas e singulares formas de organização do espaço rural brasileiro, bem como, da reflexão sobre as políticas públicas voltadas à agricultura familiar, especialmente no que concerne aos seus efeitos sobre a segurança alimentar e a melhoria da qualidade de vida, considerando as diferenciações existentes entre os produtores rurais de base familiar e as múltiplas estratégias adotadas para a sua reprodução social e econômica.


Coordenadores

Profa. Dra. Darlene Aparecida de Oliveira Ferreira - POSGEO - UNESP Rio Claro
Profa. Dra. Rosangela Aparecida de Medeiros Hespanhol - POSGEO - UNESP Presidente Prudente
Prof. Dr. Clécio Azevedo da Silva - PPGG - UFSC
Profa. Dra. Giancarla Salamoni - PPGEO UFPEL


Suplentes

Prof. Dr. Antonio Nivaldo Hespanhol - POSGEO - UNESP Presidente Prudente


Climatologia: aportes teóricos, metodológicos e técnicos. Estudos teóricos e aplicados em Climatologia Geográfica. A articulação das escalas clima: do local ao global. A Climatologia e as novas tecnologias. O clima no contexto das políticas públicas. O clima: o uso e a gestão do território. Variabilidade climática. Vulnerabilidade climática e impactos socioambientais. Eventos climáticos extremos e suas repercussões na sociedade. Clima e ensino.

Coordenadores
Profa. Dra. Ercília Torres Steinke - PPGGEA - UNB
Prof. Dr. Emerson Galvani - PPGF - USP
Profa. Dra. Cássia de Castro Martins Ferreira - PPGG - UFJF
Prof. Dr. Carlos Sait Pereira de Andrade - PPGGEO - UFPI
Suplentes
Prof. Dr. Charlei Aparecido da Silva - PPGG - UFGD
Prof. Dr. Cássio Arthur Wollmann - PPGGEO - UFSM

Biogeografia e potencialidades paisagístico-territoriais. Dinâmica e conservação de paisagens tropicais. Monitoramento ambiental. Ecologia da paisagem e geoecologia em suas aplicações biogeográficas. Biogeografia urbana: abordagens multiescalares. Teorias biogeográficas e modelos de aplicação em trabalhos de campo e experimentais. Aplicações de ferramentas computacionais na análise biogeográfica e geoecológica. Aplicações de geotecnologias na análise biogeográfica e geoecológica.

Coordenadores
Prof. Dr. Eduardo Rodrigues Viana de Lima - PPGG - UFPB
Prof. Dr. Bartolomeu Israel de Souza - PPGG - UFPB
Profa. Dra. Rosemeri Melo e Souza - PPGEO - UFS
Profa. Dra. Sueli Angelo Furlan - PPGF - USP
Suplentes
Profa. Dra. Eugênia Cristina Gonçalves Pereira - PPDMA - UFPE
Prof. Dr. Luiz Antonio Cestaro - PPGE - UFRN

O presente GT tem por objetivo reunir pesquisadores da área de Cartografia Escolar para conhecer as investigações que estão sendo desenvolvidas no âmbito dos Programas de Pós-Graduação em Geografia no Brasil. Esta temática vem se consolidando fortemente nos últimos anos nos estudos do campo da educação geográfica, principalmente se observarmos os eventos da ANPEGE, os quais sempre apresentaram trabalhos vinculados a esta temática. Os estudos relacionados à Cartografia Escolar apresentam uma contribuição significativa por estarem atrelados diretamente aos desafios da escola, seja no processo de ensino-aprendizagem dos alunos como na formação inicial e continuada de professores. Hoje a presença da Cartografia Escolar está, de certa forma, bem consolidada em propostas curriculares, livros e materiais didáticos, o que indica o alcance dessa temática para além dos espaços acadêmicos. Um dos fatores que pode ter contribuído para isto foi a diversidade temas relacionados à Cartografia Escolar que foram se constituindo ao longo do tempo, revelando a multiplicidade de ideias, como por exemplo a Alfabetização Cartográfica e as Cartografias Digital, Inclusiva, Social e Imaginativa. Esses diferentes temas indicam as inúmeras demandas que esta área possui para contribuir no processo de ensino-aprendizagem da Geografia, seja no ensino formal ou não formal. Nesse sentido, este GT busca criar um espaço para possibilitar o contato e a socialização das múltiplas ideias sobre Cartografia Escolar entre pesquisadores com vistas na contribuição da formação inicial e continuada de professores de Geografia; identificar os diferentes temas que vem sendo abordados nesta linha de pesquisa; reconhecer e debater sobre os avanços desses estudos no ensino de Geografia, desde os anos iniciais do Ensino Fundamental até o Ensino Médio; e fortalecer esta área de investigação a partir de discussões teórico-metodológicas.

Coordenadores
Prof. Dr. Denis Richter - PPGeo - UFG
Profa. Dra. Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes - PPGG - UNICENTRO
Profa. Dra. Míriam Aparecida Bueno - PPGG - UFG
Profa. Dra. Rosângela Lurdes Spironello - PPGEO - UFPEL

Este Grupo de Pesquisa vem trabalhando de forma conjunta há vários anos, trocando experiências entre os respectivos Laboratórios e desenvolvendo atividades conjuntas tais como publicações, eventos científicos, participação em Bancas de Pós-Graduação e projetos de pesquisa.
Inicialmente, buscou-se refletir sobre a cidade a partir de suas relações com as imagens e a valorização contemporânea de patrimônios culturais de modo a elaborar novas possibilidades de abordagens para os estudos urbanos em geografia. Esta proposta desenvolvida no GT da Anpege e articulada entre os Laboratórios de Pesquisa de seus coordenadores estimulou a produção científica já em curso e auxiliou na estruturação de abordagens geográficas sobre a temática da cidade, imagem e cultura. Esse tema, já bastante forte nas ciências sociais, sobretudo em diálogo com as referências pós-modernas, nos possibilita produzir novas interpretações sobre a produção do espaço, tomando os seus desafios teóricos e metodológicos para produzir uma renovada interpretação da produção do espaço em tempos de ?capitalismo semiótico?. Seja a partir da patrimonialização da cultura, da valorização da imagem na produção do espaço urbano ou nas reflexões sobre o método geográfico, esta vertente coloca-se como um promissor caminho para a reflexão sobre a cidade contemporânea.
É esta pesquisa já em andamento pelos componentes do GT que propomos como continuidade para a inserção de novos pesquisadores de Pós-Graduação em Geografia , de modo a melhor estruturar, expandir e desenvolver esta linha de pesquisa sobre a cidade no que tange a produção e interpretação das imagens e da institucionalização do patrimônio cultural na produção do espaço urbano.

Coordenadores
Profa. Dra. Maria Tereza Duarte Paes - PPG- UNICAMP
Prof. Dr. Rafael Winter Ribeiro - PPGEO - UFRJ
Prof. Dr. Caio Augusto Amorim Maciel - PPGEO - UFPE
Prof. Dr. Everaldo Batista da Costa - PPGGEA - UNB
Suplentes
Profa. Dra. Maria Goretti da Costa Tavares - PPGEO - UFPA

A urbanização orientada pelo desenvolvimento do capitalismo industrial caracterizou-se pelo intenso crescimento do número e do tamanho das cidades, levando à intensificação do processo e à mudança de sua qualidade, o que foi expresso pelo papel protagonista exercido pelas metrópoles, no que se refere ao comando econômico e político, e, sobretudo, aos modos de ser, pensar e viver da sociedade.
As redefinições pelas quais o modo de produção vem passando, nas últimas décadas, constituem um novo momento, o que se reflete e se apoia na própria reestruturação urbana e das cidades. Há uma nova divisão interurbana do trabalho e uma nova divisão social e econômica dos espaços urbanos, o que tem rebatimento nos papéis exercidos por todas as cidades das redes e sistemas urbanos.
As cidades adjetivadas como médias, ou seja, aquelas que desempenham funções de intermediação vêm revelando o escopo de tais mudanças, num período de intensificação das relações internacionais, sob a égide da globalização. Algumas delas ampliam seus papéis, outras perdem posição na hierarquia urbana, várias se articulam não apenas no âmbito das redes a que pertencem, mas também na escala internacional.
Tendo em vista este quadro, o modo como as articulações entre escalas geográficas efetuam-se, no período atual, requer a ampliação e o aprofundamento da reflexão sobre as relações entre cidades, e entre elas e o campo.
É fundamental considerar as especificidades das formações socioeconômicas latino-americanas, particulares no processo geral de desenvolvimento capitalista, tanto quanto as singularidades das formações socioespaciais que compõem territórios e sociedades periféricas ou dependentes numa economia e sociedade cada vez mais internacionalizadas.
Por fim, é importante reconhecer o legado dos estudos relativos às metrópoles, tanto no plano conceitual como no plano empírico, mas destacar que a construção de uma ampla teoria sobre a urbanização exige a leitura ampla das redes e sistemas urbanos.

Coordenadores
Profa. Dra. Maria Encarnação Beltrão Sposito - PPGG -UNESP Presidente Prudente
Prof. Dr. William Ribeiro da Silva - PPGEO - UFRJ
Profa. Dra. Maria José Martinelli da Silva Calixto - PPGG - UFGD
Profa. Dra. Beatriz Ribeiro Soares - PPGG - UFU

Como resultado das inúmeras políticas educacionais e curriculares nas últimas décadas, a Educação em Geografia vem passando por grandes transformações e ressignificações nos ambientes educacionais. Associadas a essas dimensões, pressões outras se apresentam ao currículo escolar da Geografia como resultado da incorporação das tecnologias digitais da informação e comunicação e ao tratamento da espacialidade de temáticas até pouco tempo estranhas a Geografia, como as questões de gênero, sexualidade e racial, entre outras. Refletir sobre os impactos de tais transformações nas reorganizações curriculares do conhecimento geográfico, na educação básica e superior; no processo de formação inicial e continuado de professores é o principal objetivo do GT Currículo e políticas educacionais no ensino da Geografia. Nessa direção se propõe como ementa os seguintes tópicos: Teorias Curriculares e as pesquisas sobre Geografia Acadêmica e Geografia Escolar. Concepções de currículo, políticas educacionais e ensino de Geografia. Políticas Curriculares, seleção de conhecimento e a formação do professor de Geografia. Os currículos em ação: as diferenças que se processam no cotidiano das práticas pedagógicas em Geografia.

Coordenadores
Prof. Dr. Rafael Straforini - PPG -UNICAMP
Profa. Dra. Valéria de Oliveira Roque Ascenção - PPG - UFMG
Profa. Dra. Liz Cristiane Dias - PPGEO - UFPel
Prof. Dr. Antonio Carlos Pinheiro - PPGG - UFPB
Suplentes
Profa. Dra. Carolina Machado Rocha Busch Pereira - PPGG - UFT
Profa. Dra. Lucineide Mendes Pires - POSGEO - UFG

Para além da dicotomia entre Geografia Física e Geografia Humana, este Grupo de Trabalho (GT) pretende contemplar, de forma ampla, pesquisas relacionadas a impactos socioambientais, assim como a usos e práticas conservacionistas atinentes a relação sociedade-natureza, considerando a dimensão espacial e seus desdobramentos como elemento central.
Os trabalhos poderão enfocar os seguintes temas:
- questões ambientais em diferentes escalas geográficas, considerando também interações escalares;
- abordagens teórico-metodológicas sobre degradação e conservação do meio ambiente;
- agricultura orgânica, agroecologia, agroflorestas e turismo como estratégia de conservação ambiental;
- degradação, preservação e recuperação de florestas e outros ecossistemas naturais;
- planejamento, monitoramento e gestão de unidades de conservação e de bacias hidrográficas;
- dimensões materiais e/ou simbólicas relacionadas à degradação, conservação e transformação de paisagens, da natureza e do meio ambiente;
- processos de territorialização da degradação e da conservação ambiental e conflitos territoriais envolvendo recursos naturais (minerais, recursos hídricos, flora, fauna, solos);
- valorização ou negligência de identidades culturais, saberes e práticas tradicionais no uso de recursos naturais;
- relação entre saberes populares e conhecimentos tecnocientíficos.

Coordenadores
Prof. Dr. Luciano Zanetti Pessôa Candiotto - PPGG - UNIOESTE Francisco Beltrão
Prof. Dr. Edson dos Santos Dias - PPGG - UNIOESTE Marechal Rondon
Prof. Dr. Nicolas Floriani - PPGG - UEPG
Profa. Dra. Rebeca Steiman - PPGEO - UFRJ

A temática do Desenvolvimento Regional e Infraestrutura se coloca necessária pelas características atuais do processo de desenvolvimento brasileiro, pautado: no fortalecimento da intervenção do Estado; retomada da elaboração de políticas públicas e dos investimentos em infraestruturas; novos modelos regulatórios para a concessão dos serviços públicos; atuação das corporações e seu papel na internacionalização da produção. São temas pertinentes à discussão sobre o desenvolvimento regional brasileiro, suas repercussões, conflitos de interesses, embate capital x trabalho e o papel do Brasil na divisão internacional do trabalho. Este Grupo de Trabalho tem origem na discussão acumulada pelo Grupo de Estudos em Desenvolvimento Regional e Infraestruturas (GEDRI), em funcionamento desde o ano de 2005, do Grupo de Estudos da Dinâmica Econômica, desde 2008 e do Núcleo de Pesquisa Espaço e Economia (NuPEE), desde 2008. O GT proposto tem o objetivo de aglutinar 5 eixos de pesquisa: 1) Circulação, transportes e logística; 2) Financeirização do território nacional e internacionalização da economia brasileira; 3) Políticas públicas e desenvolvimento regional; 4) Desenvolvimento econômico, política industrial e comércio exterior; 5) Reestruturação produtiva e industrialização. Tem-se como meta a criação de espaços de discussão que permita a socialização das experiências de pesquisa, reunião de um acervo qualificado com desdobramentos para a qualificação da pós-graduação e efetiva contribuição ao debate nacional.

Coordenadores
Prof. Dr. PIERRE ALVES COSTA - PPGG - UNICENTRO
Profa. Dra. Lisandra Pereira Lamoso - PPGG - UFGD
Prof. Dr. Márcio Rogério Silveira - PPGG - UFSC
Prof. Dr. Floriano José Godinho de Oliveira - PPGG - FFP UERJ
Suplentes
Prof. Dr. Fábio Betioli Contel - PPGH - USP

A proposta deste GT, denominado Educação Geográfica e Formação de Professores, objetiva discutir a relação existente entre a Universidade e a Escola Básica. Formar professores no contexto da contemporaneidade, para que possam enfrentar situações plurais na sala de aula da escola e compreender a importância da produção de ideias junto aos alunos a partir da Geografia, é um desafio para a academia. Propor um GT com o tema sobre o ensino de Geografia tem, hoje, uma função mais do que acadêmica ou de defesa da produção de pesquisas no campo, tem um caráter sócio-político fundamental em amparo da educação geográfica, da formação de professores de Geografia no âmbito da universidade. Acredita-se que o contributo da educação escolar e da educação geográfica está pautado no desenvolvimento de processos formativos necessários para uma sociedade capaz de pensar a si, sobre si e como produz seu espaço. Os desafios da formação docente, os embates e imposições de mecanismos de política educacional, amplificados pelo agravamento da crise social, econômica e política em distintas escalas exigem da comunidade geográfica e dos professores da Geografia ? da escola, da universidade e de outros espaços ? que invistam no tema e que sensibilizem os programas de pós-graduação a dedicar-se à pesquisa desse campo. Os programas de pós-graduação proponentes do GT trazem experiências dessa natureza e abrem espaço para dialogar com a comunidade geográfica a fim de refletir, avaliar possibilidades, conhecer e interpretar os enfrentamentos e desafios para contribuir com a educação da sociedade brasileira. A educação pressupõe a ampliação das discussões balizadas em conteúdos geográficos, compreendem muito mais a essência e a importância do pensar sobre os acontecimentos a partir de aprendizagens voltadas para a compreensão e exercício da cidadania. Discutir universidade e escola é uma necessidade e este grupo tem uma trajetória importante nesta discussão.

Coordenadores
Profa. Dra. Roselane Zordan Costella - POSGEA - UFRGS
Prof. Dr. Manoel Martins de Santana Filho - PPGEO - UERJ
Prof. Dr. Armstrong Miranda Evangelista. - PPGGEO - UFPI
Prof. Dr. Nestor André Kaercher - POSGEA - UFRGS

O ensino de Geografia é uma prática social complexa e com diferentes demandas. A efetivação dessa prática tem revelado muitos limites de ordem política, social e também profissional, de outro lado, tem mostrado também muitas potencialidades no sentido de se realizar uma prática de ensino que represente uma efetiva aprendizagem, uma aprendizagem significativa para os alunos. A compreensão mais ampla dos problemas desse ensino, bem como de possibilidades de enfrentamento de seus múltiplos desafios tem indicado a relevância de estudos nessa área. O Grupo de Trabalho em Ensino de Geografia, no âmbito da ANPEGE, tem se constituído nesse sentido em espaço relevante de reflexão sobre o ensino da disciplina, tendo como referência a produção dessa temática na pesquisa e na pós-graduação, considerando a dimensão teórica que sustenta a elaboração dos currículos e a definição dos objetivos de ensino e suas temáticas específicas, notadamente a formação profissional, a teoria e o método, as diferentes linguagens, a cartografia escolar, as tecnologias da informação e comunicação, os diversos contextos e níveis de ensino. O objetivo do grupo é permitir a divulgação dos resultados de pesquisa nessa área e o debate dos fundamentos teóricos e das orientações metodológicas das investigações realizadas nessa linha, permitindo com isso maior aprofundamento nas argumentações e maior qualificação nas próprias investigações.

Coordenadores
Profa. Dra. Lana de Souza Cavalcanti UFG-Go - PPGEO - IESA UFG
Profa. Dra. Sonia Maria VanzellaCastellar - PPGH - USP
Profa. Dra. Helena Copetti Callai: - UNIJUI
Prof. Dr. Vanilton Camilo de Souza: Núcleo de Estudos em Ensino de Cidade - PPGEO - IESA
Suplentes
Prof. Dr. Marcos Antônio Campos Couto - PPGG - FFP UERJ
Prof. Dr. Nestor André Kaercher - POSGEA - UFRGS

Este GT visa reunir pesquisadores para compartilhar estudos sobre Educação Geográfica, a fim de mostrar alguns caminhos percorridos e os traçados e realizados ao trazer contribuições para o avanço do debate relativo ao que está sendo produzido. A centralidade do debate esta pautado na temática Ensinar Geografia em Currículos, com a intenção de evidenciar de que forma a Geografia mesmo em um espaço disciplinar e classificador como a escola pode promover um movimento com possibilidades de atender as demandas sociais e culturais em que seus estudantes estão contextualizados. É pensar um ensinar Geografia em trânsito entre o currículo prescrito e o currículo nômade. A justificativa é de que não há uma maneira de fazer um currículo, mas é possível construir currículos de encontros para fazer crescer a potencia do ensinar. Para tanto, é preciso operar na vontade de estabelecer diálogos, fazer expandir agenciamentos, alargar experiências entre modos de pensar e fazer Geografia. Tudo isto gera possibilidades insuspeitadas de aprendizados, ao criarem novas possibilidades onde o currículo-dominante nem cogita que seja possível. Dessa forma, esta intervenção desejante de colocar em contato esses currículos e transformar o ensinar Geografia na escola, ao selecionar conceitos/conteúdos/práticas pedagógicas que considerem a vivência dos sujeitos estudantes, que se conectam, e fazem significado a eles. Assim, este GT trata de mostrar práticas pedagógicas de linhas dispersas, funcionando todas ao mesmo tempo, em velocidades variadas com expansões e aberturas nos estudos convencionalmente produzidos no campo da Geografia Escolar.

Coordenadores
Profa. Dra. Rosa Elisabete Militz Wypyczynski Martins - PPGG - UFSC
Profa. Dra. Ivaine Maria Tonini - POSGEA - UFRGS
Profa. Dra. Ligia Beatriz Goulart - POSGEA - UFRGS
Prof. Dr. Renato Emerson Nascimento dos Santos - PPGG - FFP UERJ
Suplentes
Prof. Dr. Marco Antonio Campos Couto - PPGG - FFP UERJ

O objetivo deste GT concentra-se na Nova Geografia Cultural e se fundamenta em reflexões que enfatizam os bens simbólicos religiosos na dimensão espaço-temporal. A espacialidade da devoção amplia a interpretação de lugar sagrado e de lugar sacralizado mediante a experiência de ver e sentir o sagrado na prática do crente em sua vivência no lugar. Considera-se o lugar como um ato social e como tal, entidade auto-reprodutora de identidades humanas e identidades de lugares, criando modelos à socialização, alimentando determinadas crenças; os lugares não são simplesmente resultados intencionais de processos econômicos e políticos; são potenciais fontes de conflito. Refletir a relação entre sagrado e simbolismo no/do lugar permite múltiplas análises. Privilegia-se neste GT a espacialidade e temporalidade do sagrado e a espacialidade e temporalidade da sacralidade.
Nesta análise, o espaço-tempo sagrado qualifica-se por manifestação hierofânica com suas temporalidades marcadas por emoções em diferentes culturas e em diversos locais religiosos como: templos, sinagogas, mesquitas, igrejas e outras formas simbólicas espaciais religiosas.
Há lugares que possuem experiências pseudo-sagradas weberiana e efervescência coletiva durkheimiana. Nestes casos a manifestação pode ser interpretada de modo mais amplo e assim, o nacionalismo e a religião civil podem ser associados, em termos geográficos, à criação de lugares sacralizados. A religião civil se compõe de ritos e símbolos relativos à nação ? a bandeira, o hino, o herói fundador e, de valores socializados ? nação, identidade política, classe ou etnia articulados num contexto de alto significado. Os lugares sacralizados são considerados loci de rituais em torno do culto político e comemoração de grupo social.
As ideias em discussão - as múltiplas faces do sagrado - introduzem mais uma possibilidade de pensar o sagrado na ciência geográfica. O sagrado como manifestação cultural afirma-se no espaço, esta manifestação envolve também temporalidades.

Coordenadores
Profa. Dra. Zeny Rosendahl - PPGEO - UERJ
Prof. Dr. Otavio José Lemos Costa - PROPGEO - UECE
Prof. Dr. Carlos Alberto Póvoa - UFTM
Prof. Dr. Anelino Francisco da Silva - PPGE - UFRN

Sujeitos marcados pelas diferenças étnicas e de classe produzem espacialidades distintas que acontecem, em geral, em contextos ambientais diversos. Historicamente participantes da produção social do espaço, esses sujeitos constituem comunidades e localidades tradicionais, conforme sua base cultural, suas cosmologias e sua forma de lidar com a natureza. Como exemplo temos os indígenas, quilombolas, negros, ciganos, pescadores artesanais, migrantes, camponeses, dentre outros segmentos socialmente discriminados e vulneráveis no contexto da formação socioespacial do Brasil e da América Latina como um todo. Esses grupos - frente aos processos modernizadores e frente às ações hegemônicas das empresas, do Estado e das elites dominantes - refletem identidades e espacialidades diferenciadas e desiguais. Contudo, a diferenciação de espaços toma, por vezes, a forma de segregação, produzida a partir da negação de direitos humanos e da natureza (indissociáveis para as culturas locais), configurando cenários de injustiças socioambientais. Em contraposição ocorre a reafirmação de etnoconhecimentos, saberes locais e de regionalismos, que enunciados em pesquisas desvendam resistências e insurgências, mas também adaptações a processos de destruição das heranças culturais (sistemas de práticas, saberes e imaginários socioespaciais), que trazem à tona processos de modernidades múltiplas que dinamizam escalas relacionais espaciais (redes mais ou menos expansivas e conectadas) e temporais (permanências e rupturas históricas). Nesse processo, não raro, políticas públicas focalizadas para a questão preservacionista ou para a questão de liberação aos grandes empreendimentos e/ou ao capital imobiliário para classes media e alta se combinam a outras ditas universais e provocam impactos e disputas de território. A proposta do GT é a de agregar estudos geográficos, apoiados em levantamentos bibliográficos e documentais e/ou em trabalhos de campo, que façam a intersecção entre as variáveis ? conflitos territoriais, tensões socioambientais, história dos lugares, espacialidades dos sujeitos ? assim como estudos que abordem as expressões culturais/espirituais/sociais/ambientais desses grupos.

Coordenadores
Profa. Dra. Cicilian Luiza Löwen Sahr - PPGG - UEPG; PPGEO - UFPR
Profa. Dra. Catia Antônia da Silva - PPGG - FFP UERJ
Profa. Dra. Guiomar Inez Germani - PPGG - UFBA
Profa. Dra. Catherine Prost - PPGG - UFBA
Suplentes
Prof. Dr. Nicolas Floriani - PPGG - UEPG
Prof. Dr. Adnilson de Almeida Silva - PPGG - UNIR

Com as transformações de toda ordem que temos vivido de forma mais intensa com a consolidação, desde os anos 1990, desta forma de globalização, tem havido uma série de ?viradas? nas ciências humanas e sociais (espacial, linguística, cultural, etc.) em busca de aportes para compreensão de tais transformações. Estas viradas também atingem a geografia, reforçando a busca por filosofias que permitam compreender estas mudanças. Entre estas, a fenomenologia tem recebido interesse renovado por parte dos geógrafos. Isso porque a geografia e a fenomenologia buscam, por caminhos diferentes, o mesmo fim: a compreensão da experiência humana sobre a Terra. Este entendimento tem servido de fundamento para investigações teóricas e empíricas em diferentes temas que perpassam a experiência geográfica de mundo, ou, simplesmente, a experiência do ser-no-mundo. Esta é uma perspectiva teórico-metodológica que compreende os fenômenos geográficos a partir de sua manifestação na experiência, em sua dimensão existencial e epistemológica. A experiência é, portanto, o campo onde os símbolos, as identidades, as imagens e as imaginações se manifestam. Mas ela é também o fundamento epistemológico de investigação de uma geografia orientada pela fenomenologia. Esta, no entanto, não é unívoca, apresentando diferentes caminhos para se construir possibilidades de investigação geográfica. Como um pensamento heterodoxo, pode-se dizer que há tantas fenomenologias quanto fenomenológos. No entanto, todos passam ou centralizam sua reflexão na experiência, seja em sentido metodológico seja por permitir repensar a experiência contemporânea. O objetivo deste Grupo de Trabalho é promover a discussão das possibilidades abertas pela fenomenologia (em sua multiplicidade interna e em seus diálogos com outras filosofias, como o pós-estruturalismo, o existencialismo, a hermenêutica, etc.) para a compreensão da experiência geográfica. Serão priorizados trabalhos que problematizem os fundamentos teóricos desta relação, de natureza epistemológica, além de trabalhos de investigação compreensiva de temas/problema a partir destes aportes.

Coordenadores
Prof. Dr. Eduardo Marandola Jr. - PPG - UNICAMP
Prof. Dr. Sylvio Fausto Gil Filho - PPGEO - UFPR
Prof. Dr. Jeani Delgado Paschoal Moura - PPGEO - UEL
Profa. Dra. Elis Miranda - PPGEO - UFF Campos

Neste GT recuperam-se as temáticas das festas já abordadas no GT ?TERRITORIALIDADES DE FESTAS POPULARES: ESPAÇO-TEMPO COGNITIVO, CONECTIVO E CONFLITIVO, das edições de 2013 e 2015 da ENANPEGE, mas inserem-se ainda outros temas/objetos de igual relevância quando se considera a Geografia Cultural contemporânea. Pensa-se que estes outros objetos/temas, assim como as festas, permitem aos geógrafos interessados na Geografia Cultural interpretarem ?as cosmovisões da nossa sociedade, valores, ideologias e utopias, bem como desvelarem as tensões que existem entre ordem e desordem, tradição e ruptura, público e privado, austeridade e excessos, mercantilização e originalidade, identidades e diferenças, insiders e outsiders, global e local.? Desse modo, continuarão sendo aceitos trabalhos versando sobre festas públicas ou privadas, populares ou restritas, da ?roça? ou da cidade encaradas como rupturas ou continuidades do cotidiano, ou ainda como um misto destas facetas; todavia, serão igualmente benvindos aqueles sobre os lazeres turísticos ou não turísticos; de viagem ou domésticos; de massa ou individuais; culturais, esportivos ou digitais, entre outros.
Acerca das performances, indicam-se como sugestões as análises espaciais correlacionadas a aspectos políticos, psicossociais, artísticos, cognitivos e representacionais, tendo-se em conta a relação corporeidade-espacialidade em quaisquer um desses aspectos mencionados.
No que se refere aos costumes e às tradições, pode-se estabelecer um diálogo entre a geografia e a perspectiva hobsbawmsiana que os difere por parâmetros ritualísticos, simbólicos e pela sua variabilidade. Notem-se que pesquisas com foco apenas sobre tradições ou costume serão igualmente aceitas.
As pesquisas podem ser estudos de caso, análises comparativas, ou embasadas em quaisquer outros procedimentos que coloquem em cena as práticas de festas, lazeres, performances costumes e tradições em seus espaços, lugares, territórios, territorialidades, paisagens e rede

Coordenadores
Profa. Dra. Maria Geralda de Almeida - PPGEO - IESA UFG
Profa. Dra. Maria Augusta Mundim Vargas - NPGEO - UFS
Profa. Dra. Maria Idelma Vieira D'Abadia - PPPITECC - UEG
Prof. Dr. Carlos Eduardo Santos Maia - PPGEO - UFJF
Suplentes
Prof. Dr. José Antônio Souza De Deus - PPGG - UFMG
Profa. Dra. Rosane Balsan - PPGG - UFT

A proposta desse Grupo de Trabalho é propiciar o desenvolvimento de discussões teórico-metodológicas e historiográficas acerca das múltiplas e recíprocas relações entre a Geografia, a Filosofia, a teoria do conhecimento científico e as artes ? de modo que as perspectivas de abordagem da realidade (sob a forma de paradigmas, teorias, modelos, categorias e conceitos) se permitam examinar a partir de ângulos internalistas (linguísticos e lógico-normativos) e externalistas (valorativos e socioculturais). Busca-se contemplar os debates epistemológicos, ontológicos, gnosiológicos, metodológicos, bem como os procedimentos técnicos de pesquisas atinentes seja à Geografia Humana, seja à Geografia Física (considerando o aspecto da sociologia da ciência). Essas discussões podem ser desdobradas em distintos modos de análise, por exemplo: sistemas filosóficos e suas influências nos estudos geográficos (do materialismo ao humanismo); personagens e instituições promotoras do pensamento e da prática geográfica (teoria ator-rede); intercâmbios conceituais e metodológicos entre a Geografia e demais ciências; ensaios aproximativos entre a Geografia e as Artes; especulações ontológicas sobre a Natureza e o Espaço; modelagem abstrata e linguagens sistêmicas; fatores conjunturais (político-econômicos) e biográficos na produção científica em Geografia; percepção e representações simbólicas do espaço.

Coordenadores
Prof. Dr. Antônio Carlos Vitte - PPG -UNICAMP
Prof. Dr. Antonio Henrique Bernardes - POSGEO - UFF
Prof. Dr. Dante Flávio da Costa Reis Junior - PPGGEA - UNB
Prof. Dr. Rodrigo Dutra Gomes - PPGEO - UFPE

Análise das distintas relações e articulações entre a formação docente em Geografia e a Geografia Escolar. A inter-relação entre o ensino de Geografia e a utilização do livro didático, no âmbito da Educação Básica. Discussão acerca dos Projetos pedagógicos nos cursos de licenciatura em Geografia e suas implicações na formação inicial docente. Análise da formação de professores a partir de referenciais teóricos afins, concepções curriculares contemporâneas e a legislação brasileira destinada a esse processo, em especial a BNCC e as novas orientações ao Ensino Médio. A importância e os desafios do Estágio Supervisionado para a formação inicial comprometida com os anseios da docência na contemporaneidade. A prática profissional dos professores de Geografia da educação básica e os novos desafios dessa profissão. O livro didático, seu papel no ensino de Geografia e sua prevalência como um dos principais recursos didáticos utilizado no ensino dessa disciplina. A utilização do Livro Didático em tablets, e-books e similares. O uso de instrumentos virtuais para a construção do conhecimento geográfico. As novas possibilidades para o ensino de Geografia a partir da utilização de aplicativos e mídias digitais. A formação inicial e continuada em plataformas virtuais: limites e potencialidades, continuidades e rupturas. Formação continuada e sua relação com as demandas do mercado de trabalho e o desenvolvimento do conhecimento científico.

Coordenadores
Prof. Dr. Raimundo Lenilde de Araújo - PPGGEO - UFPI
Profa. Dra. Maria Francineila Pinheiro dos Santos - PPGG - UFAL
Profa. Dra. Maria Adailza Martins de Albuquerque - PPGG - UFPB
Profa. Dra. Cristina Maria Costa Leite - PPGGEA - UNB
Suplentes
Profa. Dra. Josélia Saraiva e Silva - PPGGEO - UFPI
Prof. Dr. Vicente de Paula Leão - PPGEO - UFSJ

A crise da economia mundial, iniciada em 1973, trouxe para o debate acadêmico as questões referentes à inovação tecnológica (biotecnologia, telecomunicações, robótica, entre outras) como possibilidade de retomada do crescimento econômico. Contudo, a formação socioespacial norte-americana com sua política de liberalização do comércio internacional, oligopolização da economia, financeirização e políticas neoliberais, sobretudo, para fora, retardou o processo de destruição criativa e impôs diferentes estratégias às variadas formações socioespaciais do centro e da periferia do sistema capitalista. As análises aqui pretendidas direcionam-se para o agrário e o urbano. Nesse sentido, na formação socioespacial brasileira, se questiona: quais as dinâmicas capitalistas que presidem a formação e expansão de aglomerações urbanas e continuidade do processo de metropolização? Esses processos se realizam diferenciadamente em termos regionais ou há relativa repetição? As inovações em sentido amplo (processo, produto e organizacionais) se realizam diferenciadamente em termos nas formações socioespaciais regionais? Qual o seu impacto territorial, social e econômico? Quem são os agentes que articulam o poder (econômico, social, político, ideológico, etc.) em diferentes escalas?
Do ponto de vista agrário, o centro da discussão se dá em relação à produção agroalimentar, sua inserção em cadeias mais amplas, ao financiamento da produção e à financeirização cada vez mais presente na agricultura. Assim se coloca os seguintes questionamentos: como tem avançado a produção agrícola em um momento de predomínio do capital monopolista na industrialização e comercialização? Ainda pode-se considerar como central a propriedade da terra, ou a chamada questão agrária, na matriz explicativa do setor agrário brasileiro? O progresso técnico na agricultura tem sido capaz de resolver os principais problemas sociais, ambientais e econômicos no meio rural? Os novos meios de financiamento e a financeirização da agricultura criaram de fato um novo panorama para a agricultura brasileira? Assim, esse GT tem por objetivo discutir o impacto dessas políticas e do progresso técnico no desenvolvimento econômico mundial / nacional / regional / local vinculado às atividades agrárias e urbanas.

Coordenadores
Prof. Dr. Carlos José Espindola - PPGG - UFSC
Prof. Dr. Cesar A. Avila Martins - PPGEO - FURG
Prof. Dr. Fernando Sampaio - PPGG - UNIOESTE Francisco Beltrão
Profa. Dra. Tania M. Fresca - PPGEO - UEL
Suplentes
Prof. Dr. José Messias Bastos - PPGG - UFSC
Prof. Dr. Cristovão Brito - PPGG - UFBA

Este GT propõe-se a debater a fronteira enquanto objeto geográfico que expressa dinâmicas e descontinuidades territoriais em diferentes âmbitos (sociais, culturais, econômicos, políticos, geopolíticos e ambientais). As fronteiras e as frentes envolvem a problemática das relações de poder no território e do avanço do capital. Além disso, as fronteiras e frentes são palcos de conflitos culturais e identitários. Ainda assim, as fronteiras e frentes podem ser reconhecidas como lugares de afirmação de novas territorialidades e identidades. A fronteira internacional está associada às tipologias de cidades de fronteira, à existência de processos de intercâmbio, de comunicação e integração entre populações pertencentes a diferentes sistemas territoriais nacionais. Entre estes, podem-se incluir processos educacionais e de trabalho, envolvendo agentes em áreas rurais e/ou urbanas (trans)fronteiriças. As redes legais e ilegais que permeiam o processo de circulação de mercadorias, produtos, bens, serviços e informação também se destacam. Políticas públicas e cooperação transfronteiriça são propostas, e a faixa de fronteira poderia ser vista como relevante em políticas. Para além do limite interestatal, a complexidade da fronteira é multiplicada quando inclui as frentes, em processos de avanço de sistemas produtivos sobre terras e sistemas tradicionais ou na mobilidade e segregação urbanas exigindo reflexões com o intuito de aprofundar, sistematizar e propor novas leituras desta forma territorial. O XII ENANPEGE se constitui em espaço privilegiado para a realização dessas discussões.

Coordenadores
Prof. Dr. Edson Belo Clemente de Souza - PPGG - UEPG
Profa. Dra. Adriana Dorfman - POSGEA - UFRGS
Profa. Dra. Edima Aranha - PPGEO - UFMS
Prof. Dr. Marcos Leandro Mondardo - PPGG - UFGD

Aspectos físicos do espaço costeiro e marinho, com ênfase aos processos aerodinâmicos, hidrodinâmicos e geoestruturais. Uso e ocupação das áreas costeiras e marinhas e potenciais alterações na sua dinâmica. Subsídio ao planejamento e gestão costeira e marinha e possíveis implicações frente às mudanças ambientais globais. Regionalização costeira e oceânica.

Coordenadores
Prof. Dr. Norberto Olmiro Horn Filho - PPGG - UFSC
Prof. Dr. Dieter Carl Ernst Heino Muehe - PPGG - UFES
Profa. Dra. Nina Simone Vilaverde Moura - POSGEA - UFRGS
Prof. Dr. Ulisses Rocha de Oliveira - PPGEO - FURG
Suplentes
Profa. Dra. Flavia Moraes Lins de Barros - PPGEO- UFRJ
Prof. Dr. Marco Túlio Mendonça Diniz - PPGE - UFRN

O lazer e o turismo envolvem diversos atores e produzem formas-conteúdos em escala global, regional e intra-urbana. Os (eco) resorts,parques temáticos, as novas arenas esportivas e empreendimentos turístico-imobiliários são indicadores da reprodução do espaço associado às demandas por lazer e a novas formas de acumulação. Multiplicam-se ações e fluxos: eventos festivos e esportivos padronizados, práticas marítimas modernas e demais atividade de lazer urbano-metropolitano engendrando ambiências e sociabilidades que atribuem novos sentidos à cidade e ao campo. Tais transformações estão atreladas as novos e velhos processos (urbanização dispersa, centralidades, segregação socioespacial, espetacularização, gentrificação, fragmentação territorial, metropolização do espaço). Neste sentido, faz-se relevante pensar os efeitos e conteúdos socioespaciais desdobrados pelos lazeres no Brasil e no mundo.

Coordenadores
Prof. Dr. Gilmar Mascarenhas - PPGEO - UERJ
Prof. Dr. Eustógio Wanderley Correa Dantas - POSGEOGRAFIA - UFC
Profa. Dra. Nelba Azevedo Penna - PPGGEA - UNB
Prof. Dr. Alexandre Queiroz Pereira - POSGEOGRAFIA - UFC

A partir dos anos setenta as chamadas geografias feministas foram fundamentais nas transformações teórico-metodológicas da ciência geográfica. Os estudos das questões étnicas e raciais também se agregaram a este processo. O crescimento da perspectiva de gêneros, sexualidades, etnicidades e racialidades no campo científico geográfico foi resultado da necessidade da ciência acompanhar as transformações sociais e econômicas, cujos papéis de gênero e de sexualidades dissidentes e das discriminações e segregações étnicas e raciais passaram a ter papel fundamental na sociedade contemporânea. A geografia, enquanto uma ciência social incorporou esta perspectiva na medida em que compreendeu que os variados grupos sociais desenvolvem espacialidades diferenciadas e que a atenção em torno das relações raciais, étnicas, de gênero e sexualidades ampliam a capacidade compreensiva do espaço. Esse horizonte mundial é igualmente significativo para os movimentos sociais latino-americanos e brasileiros que incluíram estas perspectivas nos debates em torno de temas como o acesso à terra rural, à cidade, ao mercado de trabalho, à divisão de riquezas, à justiça ambiental, as instâncias políticas, a mobilidade espacial, entre outros temas. O objetivo deste simpósio consiste em tratar estas temáticas considerando as assimetrias de gêneros e raciais e as lutas pelos direitos LGBT, negros, indígenas, de mulheres e outros segmentos a partir da perspectiva espacial e interseccional.

Coordenadores
Prof. Dr. Marcio Jose Ornat - PPGG - UEPG
Profa. Dra. Maria das Graças Silva Nascimento Silva - PPGG - UNIR
Prof. Dr. Benhur Pinós da Costa - PPGGEO - UFSM
Profa. Dra. Joseli Maria Silva - PPGG - UEPG
Suplentes
Profa. Dra. Susana Maria Veleda da Silva - PPGEO - FURG
Prof. Dr. Alecsandro José Prudêncio Ratts - UFG

A Amazônia brasileira vem nas ultimas décadas recebendo influências internas e externas que tem alterado as dinâmicas sociais e ambientais dessa região. A ocupação no período colonial iniciou e estimulou uma era de exploração da biodiversidade amazônica de maneira crescente, refletindo no que se vê nos dias de hoje, onde grandes áreas desmatadas/mineradas e poluídas destacam-se na paisagem ora verde. Dentre esses impactos, as construções de grandes obras revelam-se como um importante modelador territorial da realidade amazônica, modificando os modos de vida e a biodiversidade regional em benefício do desenvolvimento econômico dos grandes centros brasileiros e das grandes multinacionais estrangeiras. Nesse sentido, o GT (Geografia e Ordenamento Territorial das Grandes Obras de Empreendimentos na Amazônia) proposto volta-se para as intervenções do estado brasileiro nos últimos cinquenta anos, com destaque para as políticas territoriais em curso na Amazônia que predominam nas estratégias de desenvolvimento regional e impactam o território e seus recursos. Assim, procura-se discutir acerca da construção e operação dos chamados grandes empreendimentos, dentre estes, aqueles voltados para a atividade mineral, portuária, rodoviária, hidroviária, ferroviária, de geração de energia e os agropecuários, sendo que todos, independente do grau de impacto regional, vem de alguma forma interferindo na relação da sociedade amazônica e seu entorno. Nesse sentido, o GT dará destaque para as análises sobre esses impactos socioeconômicos e ambientais dessas atividades na Amazônia, procurando demonstrar e colocar em debate o processo de ocupação do território amazônico, tendo como elementos para analises a representação cartográfica e os processos socioespaciais na região (gerador de novos impactos e contextos sociais).

Coordenadores
Prof. Dr. João Marcio Palheta da Silva - PPGEO - UFPA
Prof. Dr. Flavio Rodrigues Nascimento - POSGEOGRAFIA - UFC
Prof. Dr. Ricardo José Batista Nogueira - PPGG - UFAM
Prof. Dr. Jovenildo Cardoso Rodrigues - POSGEOGRAFIA - UFC
Suplentes
Prof. Dr. Christian Nunes da Silva - PPGEO - UFPA
Prof. Dr. Ricardo Angelo Pereira de Lima - PPGDR - UNIFAP

O grupo de trabalho "Geografia e poder: conflitos, resistências e resiliências? tem por objetivo a socialização e a reflexão sobre o processo de construção do conhecimento no âmbito da Geografia e sua vinculação às relações de poder, bem como às resistências territoriais e aos contra-poderes numa perspectiva multiescalar e de base local. Neste sentido, buscar-se-á apresentar as experiências de trabalho efetivadas pelos membros do grupo e pesquisas elaborados por outros autores brasileiros e estrangeiros, bem como sua aproximação no plano teórico e metodológico, destacando-se os sentidos políticos de cada concepção. Na Geografia, o aprofundamento do conhecimento nessa temática tem se dado, em boa parte, pelas investigações desenvolvidas por pesquisadores responsáveis e participantes de grupos de pesquisa, em especial em nível de mestrado e de doutorado. A proposta/ementa, então, contemplará: A pluralidade conceitual do poder na Geografia. O território, a territorialidade e as escalas territoriais. As redes, as interações espaciais, os conflitos, os consensos e os agentes envolvidos de modo inter e multiescalar pelas inovações (i)materiais que influenciam a organização do espaço e, portanto, o território e resistências ao processo de globalização do capital. A Geografia no contexto das interconexões que envolvem as relações de poder e contra-poderes ? resistências territoriais e resiliência. Pelas justificativas apresentadas propomos a primeira experiência em conjunto desses pesquisadores, para a referida temática, pretendendo-se que seja esta um diferencial no sentido da leitura geográfica das relações de poder e contra-poderes nas diversas escalas territoriais.

Coordenadores
Profa. Dra. Márcia da Silva - PPGG -UNICENTRO
Prof. Dr. Francisco Fransualdo de Azevedo - PPGE - UFRN
Prof. Dr. Alexandre Queiroz Pereira - POSGEOGRAFIA - UFC
Prof. Dr. Adilar Antonio Cigolini - PPGEO - UFPR

A proposta de continuidade deste GT se apoia na grande aceitação verificada durante a realização nos Encontros da ANPEGE em Campinas e Presidente Prudente e no crescente interesse da Geografia pelo tema das políticas públicas, provocando a comunidade Geográfica a se inserir neste debate a partir de diferentes perspectivas.
O GT se abre à discussão das distintas abordagens, teorizações e vertentes analíticas das políticas públicas; provoca o debate sobre as complexas e assimétricas interações entre agentes estatais, privados e sociedade civil nos processos de formulação, implementação, gestão e avaliação; coloca em debate perspectivas territoriais para a análise de ações e processos que emanem do Estado (articulado em seus diferentes níveis do pacto federativo), em recortes nacionais, subnacionais ou em análises comparativas internacionais; problematiza e atualiza a produção do conhecimento geográfico neste contexto a partir das análises das policy networks, das comunidades epistêmicas, das advocacy coalitions, dos processos de difusã ;o e transferência de políticas públicas e do policy learning. O GT, por fim, pretende colocar em debate contribuições a respeito do ordenamento do território e da produção do espaço no período recente enquanto exercícios de poder que podem/devem ser analisados com conceitos, instrumentos e procedimentos geográficos. Os textos a serem submetidos sejam menos focados em políticas públicas específicas e se destinem mais a problematizar a própria discussão sobre a relação entre políticas públicas e Geografia.

Coordenadores
Prof. Dr. Everaldo Santos Melazzo - PPGG -UNESP Presidente Prudente
Prof. Dr. Jan Bitoun - PPGEO - UFPE
Profa. Dra. Ana Luiza Coelho Neto - PPGG - UFRJ
Prof. Dr. Marcio Catelan - POSGEO - UNESP Presidente Prudente
Suplentes
Prof. Dr. Paulo Gusmão - PPGEO - UFRJ

A proposta do Grupo de Trabalho Geografia Histórica é enfatizar a importância das relações entre espaço e tempo, a partir das contribuições de uma Geografia que considere a perspectiva histórica, valorizando além da espacialidade, a temporalidade. Reconhecendo a Geografia como a ciência da análise espacial, esta não pode ser feita unicamente no presente, necessitando considerar o espaço como a ?acumulação desigual de tempos?, nas palavras de Milton Santos. A Geografia Histórica realiza análises espaciais sincrônicas- de períodos específicos do tempo - e diacrônicas - considerando as transformações espaciais através do tempo. Podendo inclusive, combinar ambas possibilidades. Através da conexão entre tempo e história, por meio da ação, dos feitos humanos, o que ocorreu no passado e o que pode vir a ser no futuro, a temporalidade da ação constitui a História como uma dimensão da realidade, que adquire materialidade com a aderência ao espaço. A Geografia Histórica tem longa tradição nas Geografias de matriz inglesa e francesa e que também conta com uma expressiva produção no Brasil. A preocupação com a questão do tempo pode ser considerada como uma das principais diferenças entre a geografia contemporânea e a geografia moderna. Se essa última não questionava o tempo, admitindo que sua presença linear e contínua, tomando-a como pano de fundo das atividades espaciais dos homens, a geografia contemporânea fez do tempo (suas variações, sua fluidez como sua hiperpresença constrangedora), um verdadeiro ator das atividades humanas das quais resultam construções espaciais. Assim como ocorre no âmbito da UGI, percebe-se a necessidade de congregar pesquisadores em um fórum adequado para debater as perspectivas teóricas e metodológicas que remetam à análise do espaço em tempos pretéritos, tendo em vista a grande produção de trabalhos que utilizam essa perspectiva.

Coordenadores
Profa. Dra. Doralice Sátyro Maia - PPGG - UFPB
Prof. Dr. José de Aldemir de Oliveira - PPGG - UFAM
Prof. Dr. Marcelo Werner da Silva - POSGEO - UFF
Profa. Dra. Eneida Mendonça - PPGG - UFES
Suplentes
Profa. Dra. Maria Isabel de Jesus Chrysostomo - UFV

A proposta deste GT reflete a preocupação de um grupo de docentes pesquisadores organizado desde 2013 no âmbito da Rede Brasileira de Geografia Política ? REBRAGEO -. O foco central da proposta do GT reside na busca de interpretações das dinâmicas espaciais do mundo pós-século XX que estão transformando, intensamente, as políticas institucionais na atualidade, o que reestrutura as bases de novas organizações políticas, econômicas, culturais e tecnológicas na contemporaneidade do século XXI. As mudanças em curso afetam o cotidiano de sociedades diversas conectadas por redes formais e informais através das quais se difundem estratégias de organização e ação político-territorial. Tais estratégias afetam as instituições, criando novos cenários para a gestão de políticas que reordenam constantemente os territórios, direcionando-os para geopolíticas diversas entre agentes e instituições, homens e governos, em múltiplas escalas de ação. Os trabalhos do GT serão organizados em sete eixos: 1) geografia política e geopolítica clássica e contemporânea dos séculos XX e XXI; 2) (geo)políticas do meio ambiente, gestão dos recursos e sustentabilidades; 3) localismo, nacionalismo, regionalismo e globalismo; 4) fronteiras: um constante desafio territorial; 5) as escalas de gestão das políticas territoriais; 6) a integração sul-americana e 7) o ensino de geografia política, geopolítica e gestão do território.


Coordenadores

Prof. Dr. Aldomar Arnaldo Rückert - POSGEA - UFRGS
Prof. Dr. Augusto César Pinheiro da Silva - PPGG - PUC Rio
Profa. Dra. Juliana Nunes Rodrigues - POSGEO - UFF
Prof. Dr. Edu Silvestre Albuquerque - PPGEO - UFRN


O Grupo de Trabalho colocará em movimento o exercício da desconstrução de uma ciência geográfica afeita às regras e padrões normativos que limitam o entendimento das sonoridades. Na história da Geografia como pensamento e conhecimento de mundo, o momento de organização como uma ciência moderna parece por vezes ter sido uma decisão irreversível. Entretanto, aqueles que a compreendem no campo das humanidades veem florescer neste início de século perspectivas que buscam sua religação com as tradições, com as artes, com a religiosidade, com tudo aquilo que ficou de fora deste ?muro? construído para separar ciência e sensibilidade. Esse Grupo de Trabalho é mais um movimento na quebra deste ?muro? construído ao longo dos séculos XIX e XX, pois reaproxima a Geografia de nossa experiência de mundo e da dimensão sensível e existencial daquilo que nos constitui. Participam do grupo pesquisadores que compartilham a vontade de escutar e ver a Geografia permeada pelo ritmo e pela sensibilidade, ao compreender a música como constituinte do espaço geográfico, manifestando-se e ao mesmo tempo fundando lugares, paisagens, territórios e regiões. Ao considerar o diálogo entre Geografia, Música e Sons, questiona-se o primado do visual na Geografia. A consolidação deste importante campo já reúne significativa contribuição teórica, análise e interpretação de espacialidades e processos engendrados pela produção, difusão, o vivido musical e a compreensão dos imaginários associados. Para dar conta do diálogo desse campo, o Grupo de Trabalho estará estruturado em 3 eixos de diálogo entre Geografia e Música:
1) Abordagens da Geografia Social: diversidade de tratamentos teóricos relacionados à dimensão espacial dos fatos musicais, que perpassam pelas geografias pós-coloniais, geografias críticas, estudos culturais, estudos urbanos, entre outros;
2) Abordagens da Geografia Humanista voltada à dimensão simbólica, percepções e representações espaciais da música;
3) Abordagens relacionadas ao uso da música como recurso metodológico no ensino de Geografia.

Coordenadores
Prof. Dr. Marcos Alberto Torres - PPGEO - UFPR
Prof. Dr. Rodrigo Ramos Hospodar Felippe Valverde - PPGH - USP
Prof. Dr. Alessandro Dozena - PPGE - UFRN
Prof. Dr. Álvaro Luiz Heidrich - PPGEA - UFRGS

Geografia, povos indígenas e práxis social. Movimentos indígenas: lutas conflitos, resistências, saberes/práticas tradicionais.

Coordenadores
Profa. Dra. Márcia Yukari Mizusaki - PPGG - UFGD
Prof. Dr. José Gilberto de Souza - POSGEO - UNESP Rio Claro
Prof. Dr. Djoni Roos - PPGG - UNIOESTE Marechal Rondon
Profa. Dra. Juliana Grazieli Bueno Mota

Propomos este Grupo de Trabalho a partir da união de dois conjuntos de pesquisadores com preocupações que se articulam com as novas perspectivas para a linguagem científica da Geografia, principalmente, a partir do encontro com as linguagens artísticas. De um lado, o conjunto de pesquisadores vinculados ao Grupo de Pesquisa Geografia, Literatura e Arte, que já organizara o Grupo de Trabalho ?Geografia e Literatura: Interlocuções Possíveis" nos encontros da ANPEGE em 2011 e 2013, assim como o Simpósio Internacional de Geografia, Literatura e Arte; por outro lado, o conjunto de pesquisadores vinculados a Rede Imagens, Geografias e Educação, que organiza o Colóquio Internacional Educação Pelas Imagens e Suas Geografias. Objetivamos, a partir das experiências de trabalhos efetivadas por esse grupo ampliado de pesquisadores com as linguagens imagéticas (cinema, fotografia, desenhos e cartografias pós-representacionais) e literárias (romances, contos, novelas e poesias) trocar experiências e aprofundar metodologias e temas de pesquisas que apontam outras possibilidades de produção de significados para os estudos científicos da Geografia, notadamente os relacionados com novas perspectivas para com os conceitos estruturadores da lógica espacial da sociedade (lugar, paisagem, território, região, escala, fronteira e espaço) e de como esses conceitos podem reverberar em novos entendimentos dessas linguagens artísticas a se desdobrarem na criação científica enquanto ações de ensino e pesquisa geográficas. Um pressuposto coloca-se como basilar: compreender que o trabalho geográfico faz uso de mecanismos simbólicos e linguísticos, bem como imagéticos, imaginativos e estéticos, próprios do labor artístico, que reverberam em novas sensibilidades e pensamentos espaciais, potencializando outras narrativas geográficas, objetivando a compreensão mais dinâmica e diferenciada das relações sociais em seus referenciais espaço-temporais.

Coordenadores
Prof. Dr. Eguimar Felício Chaveiro - PPGEO - IESA UFG
Profa. Dra. Flaviana Gasparotti Nunes - PPGG - UFGD
Prof. Dr. Jones Dari Goettert - PPGG - UFGD
Prof. Dr. Júlio Cesar Suzuki - PPGH - USP

O Geopatrimônio corresponde ao conjunto dos elementos geológico-geomorfológicos e seus sistemas paisagísticos associados que, em função do seu valor científico-educacional, ecológico ou cultural, necessitam de estratégias próprias de conservação e divulgação, a fim de serem transmitidos às futuras gerações como uma herança coletiva.
Surgida dentro das Ciências da Terra a partir dos anos 90, devido à necessidade de incorporar a riqueza geopatrimonial do planeta no debate e nas estratégias conservacionistas mundiais, a área da geoconservação foi, progressivamente, recebendo um aporte cada vez maior dos profissionais da Geografia, que identificam no geopatrimônio não apenas um testemunho a ser preservado sobre a história geológica da Terra mas, também, um registro histórico dos processos de interação e adaptação cultural dos homens às condições da superfície do planeta.
Justamente por incorporar as diferentes formas de manifestação cultural associadas ao patrimônio natural, a geoconservação rompe com as clássicas teorias preservacionistas alicerçadas nos mecanismos de proteção integral, buscando a proteção e valorização das paisagens especialmente a partir das estratégias de uso sustentável; dentre estas, a criação de Geoparques tem representado uma das propostas mais conhecidas e mais exitosas em todo o mundo, aliando a conservação do patrimônio geológico-geomorfológico aos processos de desenvolvimento local dos territórios, por meio do geoturismo e das atividades educativas e de divulgação.
Dessa forma, o GT de Geopatrimônio e Geoconservação se propõe a ser um espaço de debate e reflexão acerca da contribuição da pesquisa em Geografia não apenas no desenvolvimento de métodos e técnicas de inventariação, interpretação e proteção do geopatrimônio existente no território brasileiro, como também na análise e proposição de estratégias de uso sustentável deste patrimônio com vistas ao fortalecimento da identidade dos territórios e promoção do desenvolvimento endógeno.

Coordenadores
Prof. Dr. Adriano Severo Figueiró - PPGGEO - UFSM
Profa. Dra. Maria Lígia Cassol Pinto - PPGG - UEPG
Prof. Dr. Adriano Luís Heck Simon - PPGEO - UFPEL
Prof. Dr. Valdir Steinke - PPGGEA - UNB
Suplentes
Profa. Dra. Nadja Maria Castilho das Costa - PPGEO - UERJ
Prof. Dr. Mucio do Amaral Figueiredo - PPGEO - UFSJ

Um dos principais binômios para compreender a geografia do mundo contemporâneo é aquele que reúne os processos de globalização e regionalização. Regionalizar ou, em sentido mais elementar, "recortar" ou diferenciar o espaço, constitui desafio na medida em que processos globalizadores, de caráter sobretudo reticular, confundiram nossas tradicionais escalas de análise e promoveram coesões (ou des-articulações) funcionais (econômico-políticas) e simbólicas complexas e quase sempre não coincidentes. Novas estruturações produtivas, formas de gestão e controle, bem como processos de apropriação simbólica, com novos níveis de governabilidade para além do Estado-Nação (que reconfigura seu papel) precisam ser investigadas à luz desses pressupostos. Redes técnicas e/ou redes sociais adquirem novos significados nessa dinâmica. A integração virtual dos lugares em escala mundial e a globalização financeira vêm reafirmando o valor estratégico da localização geográfica. Isso significa que ações extranacionais influenciam espaços geográficos tanto quanto são influenciadas por eles, numa recriação complexa das diferenças e, sobretudo, da diferença como desigualdade. Uma nova divisão espacial do trabalho, juntamente com novos regionalismos e novas identidades regionais, se projeta no território nacional e nos blocos internacionais de poder. O objetivo desta proposta é estimular o debate a partir de pesquisas que evidenciem o elo entre regionalização e globalização, ou enfatizem um desses processos, demonstrando assim a relevância das questões regionais em múltiplos jogos de escala como, por exemplo, do local-regional ao global ou da já clássica relação do regional intranacional e o Estado.

Coordenadores
Prof. Dr. Rogério Haesbaert - POSGEO - UFF
Profa. Dra. Mónica Arroyo - PPGH - USP
Prof. Dr. Ricardo Mendes Antas Júnior - PPGH - USP
Prof. Dr. Edilson Alves Pereira Júnior - PROPGEO - UECE
Suplentes
Prof. Dr. Ivaldo Lima - POSGEO - UFF

O Grupo de Trabalho sobre História da Geografia tem como objetivo último reunir pesquisadores engajados nos processos de produção, circulação e recepção do conhecimento geográfico. Consideramos fundamental para o desenvolvimento de investigações geográficas o entendimento que as histórias da geografia vão muito além da historiografia tradicional, de natureza canônica, essencialista e ainda presa a uma perspectiva linear e evolucionista. A geografia brasileira circula nas universidades, escolas, secretarias de governo, instituições militares, agências de mapeamento, grande imprensa e em tantos outros lugares de produção e recepção do conhecimento. A geografia circula na forma de corpos, grupos, livros, instrumentos, mapas, etc. incorporados em redes de muitas tramas. Seus atores, humanos e não humanos, são tão diversos quanto únicos, e devem ser estudados tanto de forma particular e minuciosa, considerando suas histórias e geografias próprias, quanto de forma relacional. Aqueles que se interessam pelas histórias da geografia entendem a importância da discussão perene sobre os modos de se contar as histórias. Por isso, a nós importa também manter o Grupo de Trabalho sobre História da Geografia como um fórum para debates de natureza historiográfica. Só assim, novas histórias serão escritas, novos temas serão descobertos, novas redes serão tramadas. Além do enfoque na geografia brasileira, que já conta com substanciosa produção sobre sua própria história, o Grupo de Trabalho também valoriza e estimula o estudo sobre a circulação da geografia em diferentes lugares. O diálogo com comissões existentes na União Geográfica Internacional e na Associação de Geógrafos Latino-americanos, tem possibilitado uma ampliação dos objetos pesquisados e metodologias aplicadas para o estudo da história da geografia entre os pesquisadores brasileiros. Considerando o crescente interesse pela história da nossa disciplina entre estudantes e professores, esperamos que os encontros da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia sigam sendo fóruns privilegiados para se discutir de forma crítica e consistente as práticas envolvidas na produção do conhecimento geográfico.


Coordenadores

Prof. Dr. André Reyes Novaes - PPGEO - UERJ
Prof. Dr. Sergio Nunes Pereira - POSGEO - UFF
Prof. Dr. Rogata Soares Del Gaudio - PPGG - UFMG
Profa. Dra. Rita de Cassia Martins de Souza Anselmo - PPG - UNICAMP


A discussão clássica que afirma essas duas dimensões - a da metrópole e de sua região metropolitana - recompõe-se diante da nova dinâmica socioespacial, exigindo uma atualização desse debate. É exatamente nesse sentido que redes, metamorfoses metropolitanas, constituição de cidades-região, de uma mega-região, de cidades dispersas, bacias urbanas, conglomerados urbanos, clusters urbanos, dentre outras formações espaciais, expressam uma realidade contemporânea mais complexa e que pressupõe, por sua vez, convivências de configurações territoriais distintas, responsáveis por desencadear uma diversidade e uma complexidade socioespacial nunca vistas. A região-rede e a região-zona não prescindem da centralidade urbana, que, trazendo novos elementos, confere hoje novo sentido ao conteúdo regional. E tais transformações, de cunho social e espacial, que demandam novas formas de pensar e de problematizar o planejamento e a gestão urbana e regional, sugerem, igualmente, esforços acadêmicos com o intuito de aprofundar, sistematizar e propor novas leituras da relação entre metropolização do espaço, metrópole e região. Essas novas racionalidades introduzem novos desafios que nos obrigam a repensar não apenas as formas de gestão, mas, inclusive, até propriamente as relações urbano-rurais. É nesse sentido que a ANPEGE se constitui um espaço privilegiado para a realização dessa discussão, tão cara ao desenvolvimento da ciência geográfica.

Coordenadores
Prof. Dr. Alvaro Ferreira - PPGG - PUC Rio
Prof. Dr. Saint-Clair Cordeiro da Trindade Júnior - PPGG - UFAM
Profa. Dra. Olga Lucia Castreghini de Freitas-Firkowski - PPGEO -UFPR
Prof. Dr. Paulo Roberto Rodrigues Soares - POSGEA - UFRGS
Suplentes
Profa. Dra. Sandra Lencioni - PPGH - USP
Prof. Dr. José Borzacchiello da Silva - POSGEOGRAFIA - UFC

História dos movimentos sociais no campo no Brasil e no mundo. A ocupação do território e a questão agrária no século XXI: disputas territoriais pelo acesso a terra e os conflitos pela água. Questão Indígena. Questão Quilombola. O Estado e as políticas púbicas de Reforma Agrária. Reforma Agrária e assentamentos rurais: da luta pela terra a luta na terra. O poder judiciário e a questão agrária. Violência no campo. O debate agronegócio versus agricultura camponesa/familiar. Os conflitos em torno do combate ao uso agrotóxico. Os conflitos decorrentes da exploração da terra, do subsolo pela mineração e das grandes obras de infraestrutura realizadas pelo Estado Brasileiro. A Soberania Alimentar. Geografia e Questão Agrária.


Coordenadores

Prof. Dr. João Cleps Junior - PPGEO - UFU
Prof. Dr. João Edmilson Fabrini - PPGG - UFGD
Prof. Dr. Marco Antonio Mitidiero Junior - PPGG - UFPB
Prof. Dr. Eraldo da Silva Ramos Filho - NPGEO-UFS


Suplentes

Prof. Dr. Carlos Alberto Feliciano - POSGEO - UNESP Presidente Prudente
Prof. Dr. Eduardo Paulon Girardi - POSGEO - UNESP Presidente Prudente


Escalas de estudo da climatologia urbana. Fenômeno de ilhas de calor e frescor no ambiente urbano. Influência dos espaços verdes no clima da cidade. Variações térmicas e higrométricas e conforto térmico nas cidades. Qualidade do ar urbana e saúde. Impactos pluviais nas cidades: inundações, alagamentos, escorregamentos. Clima urbano, risco e vulnerabilidade. Consequência das mudanças climáticas nas cidades. Clima e Planejamento Urbano.

Coordenadores
Profa. Dra. Margarete Cristiane de Costa Trindade Amorim - PPGG -UNESP Presidente Prudente
Profa. Dra. Maria Elisa Zanella - POSGEOGRAFIA - UFC
Prof. Dr. José Carlos Ugeda Junior - PPGG - UFMT
Prof. Dr. Edson Soares Fialho - PPGG - UFES
Suplentes
Prof. Dr. João Lima Sant´Anna Neto - POSGEO - UNESP Presidente Prudente
Profa. Dra. Zilda de Fátima Mariano - PPGG - UFG Jatai

A proposta de constituir um GT no evento da ANPEGE intitulado ?Paisagem cárstica, cavernas e suas múltiplas abordagens? tem como objetivo principal reunir pesquisadores que estão desenvolvendo estudos em áreas cársticas e/ou cavernas. Sabe-se que o carste e as cavernas sempre despertaram a curiosidade no ser humano que, desde seus primórdios, utilizou-se destes espaços como fontes de recursos ou abrigo, por exemplo. Sob o ponto de vista científico, a popularização da paisagem cárstica e suas feições por Jovan Cviji?, na antiga Iugoslávia, fez surgir com o tempo um ramo da ciência conhecido como Carstologia. Reconhecida como plural, a Carstologia abarca diversos campos de estudo que vão desde os estudos físicos do carste (climatologia, espeleologia, geomorfologia cárstica, hidrogeologia, sedimentologia, etc.) aos estudos humanistas da paisagem cárstica que se dedicam aos seus aspectos histórico-culturais, bem como à relação humana com estes espaços. Assim sendo, é a intenção do GT congregar pesquisadores que estejam trabalhando neste tipo de paisagem a fim de colaborar com discussões conceituais e metodológicas em um tipo de sistema ambiental frágil e ainda pouco estudado no Brasil.

Coordenadores
Prof. Dr. Luiz Eduardo Panisset Travassos - PPGGeo - PUC Minas
Prof. Dr. André Augusto Rodrigues Salgado - PPGGeo - UFMG
Prof. Dr. Fernando de Morais - PPGEO - UFT
Prof. Dr. Heros Augusto Santos Lobo - UFSCar

O Grupo de Trabalho (GT) intitulado "Pedologia e Geomorfologia na análise da Paisagem" tem como objetivo principal oferecer um espaço de debate, exposição e apresentação dos trabalhos realizados nos Programas de Pós-Graduação em Geografia no Brasil que desenvolvem pesquisas relacionadas aos temas de Pedologia e Geomorfologia, envolvendo estudos de gênese pedológica e geomorfológica, morfologia dos solos e relevo, processos naturais e antrópicos pedogeomorfológicos, modelagem de sistemas pedológicos e geomorfológicos, levantamento e sistemas de classificação de solos e relevo, cartografia convencional e com uso das geotecnologias (mapeamento digital de solos, geomorfológico e etnopedológico), ensino dos solos e do relevo e análise ambiental envolvendo a pedologia e a geomorfologia e fertilidade das terras em agroecossistemas. A exposição dos trabalhos irá priorizar a forma de apresentação oral, com explanações curtas, com tempo de dez minutos acrescido de dez minutos adicionais para discussões e resposta a perguntas. Caso haja um grande número de trabalhos recebidos, será considerada a possibilidade de apresentação de parte dos trabalhos na forma de painéis. Outros objetivos a serem destacados do GT são de aproximar grupos de pesquisa e pesquisadores das diferentes regiões do Brasil que trabalham com a Pedologia e a Geomorfologia; fortalecer o avanço das pesquisas nessas temáticas nos Programas de Pós-Graduação em Geografia das universidades do país e consolidar um grupo de discussão do tema nos eventos da Enanpege.


Coordenadores

Prof. Dr. Gustavo Souza Valladares - PPGGEO - UFPI



Prof. Dr. Claudinei Taborda da Silveira - PPGEO -UFPR



Prof. Dr. Francisco Sergio Bernardes Ladeira - PPG - UNICAMP



Prof. Dr. Nicolas Floriani - UEPG


Suplentes

Prof. Dr. Luis Eduardo de Souza Robaina - PPGGEO - UFSM



Prof. Dr. Leonardo José Cordeiro Santos - PPGEO -UFPR


Nas duas últimas décadas, o Brasil experimentou uma intensificação geográfica da acumulação e da urbanização. A rede urbana complexificou-se, as regiões metropolitanas e cidades médias multiplicaram-se, surgiram novas aglomerações urbanas, aprofundou-se a divisão social e territorial do trabalho. A especialização e diversificação produtiva em escala regional facultou a formação de regiões produtivas (do agronegócio, de extração mineral, do turismo, dos enclaves industriais e urbanos). Mudaram os fluxos migratórios e verificou-se uma redistribuição espacial da população. Os sinais das mudanças são aparentes em todo país. Nesse contexto sobressai em muitas cidades o caráter precário da urbanização, impulsionada, ainda que parcialmente, por ações do Estado e das corporações através de novas concepções e instrumentos de planejamento e de gestão, com o suporte dos bancos estatais, que criam e recriam o espaço social para atender às demandas da reprodução hegemônica, seja através da implementação de um planejamento em escala regional, seja através de práticas de planejamento urbano, redefinindo os usos do território. Apesar do Estatuto da Cidade e da implementação de práticas alternativas inovadoras, a produção dos espaços hegemônicos da acumulação contempla desigualmente os espaços de produção e as esferas de reprodução social, que se evidencia seja nas condições de vida da população, seja na densidade técnica das infraestruturas e da presença heterogênea da técnica, da informação e da comunicação.Em termos de práticas, são inúmeros os desafios postos para a efetivação do direito à cidade e para a superação de práticas marcadas pela competitividade, pela desigualdade, pela ineficiência administrativa e por uma crescente degradação ambiental. O debate da relação entre planejamento/gestão e produção do espaço no Brasil demanda um esforço de reflexão da Geografia em relação ao papel e ações do Estado, dos movimentos sociais e das empresas (corporações) na produção e gestão do espaço por meio do planejamento.


Coordenadores

Profa. Dra. Ester Limonad - POSGEO - UFF
Profa. Dra. Heloisa Soares de Moura Costa - PPGG - UFMG
Profa. Dra. Adriana Bernardes - PPG - UNICAMP
Prof. Dr. Cesar Ricardo Simoni Santos - PPGH - USP


Suplentes

Profa. Dra. Paola Verri de Santana - PPGG - UFAM
Prof. Dr. Tadeu Alencar Arrais - POSGEO - UFG


As cidades constituem-se nos espaços geográficos de maior expressividade da ação humana-social sobre o planeta. Fortemente marcada por interesses político-economicos injustos e excludentes a relação sociedade-natureza resulta, sobremaneira na contemporaneidade, em graves e alarmantes problemas socioambientais. É no contexto desta seara de preocupações que os interesses do GT ? Problemática Socioambiental Urbana ? se aglutinam, visando avançar na compreensão dos problemas socioambientais atinentes às cidades, bem como prospectar ações, estratégias e cenários para a solução dos mesmos. Assim, e tendo como delineamento central a expressão espacial da complexa interação sociedade-natureza na cidade, são tratados os aspectos teóricos, metodológicos e de estudos de caso relacionados à heterogeneidade e complexidade dos problemas socioambientais urbanos. A abordagem principal toma a Geografia no seu sentido integrador de perspectivas físico-natural e humano-social da paisagem e do espaço urbano. Toma destaque a produção socioambiental da cidade num contexto de conflitos resultantes de lógicas diferenciadas da apropriação e transformação da natureza e da sociedade. A questão / justiça socioambiental, dos riscos e sua relação com a vulnerabilidade e a resiliência tomam, cada vez mais, destaque nos estudos desenvolvidos na perspectiva do socioambiente urbano. Inundações, poluição do ar, desconforto ambiental, qualidade da água, qualidade de vida / saúde humana, condições de vida, planejamento e gestão socioambiental da cidade constituem focos de interesse dos estudos e debates travados no âmbito deste GT. Embora a abordagem principal esteja vinculada à Geografia, o tratamento dos problemas socioambientais urbanos demanda uma abertura para a perspectiva inter e transdisciplinar, posto que revestem-se de considerável complexidade; esta abertura constitui uma das características dos estudos deste GT.

Coordenadores
Prof. Dr. Francisco Mendonça - PPGEO - UFPR
Prof. Dr. Fabio Cesar Alves da Cunha - PPGEOGRAFIA - UEL
Profa. Dra. Josefa Eliane Santa de Siqueira Pinto - PPGEO - UFS
Profa. Dra. Gislaine Cristina Luiz - PPGEO - UFG

Os fluxos migratórios tem sido considerados como um dos elementos mais emblemáticos para se compreender o mundo contemporâneo. Migrações internacionais para o trabalho, deslocamentos forçados, redes transfronteiriças, aliados ao já tradicionais fluxos migratórios internos, inserem o Brasil no contexto da migração contemporânea como um país da imigração, emigração e trânsito, inserido no sistema mundial. A atual geografia das migrações coloca em discussão a dimensão da escala espacial de análise, o contexto da elaboração das políticas migratórias, as ações dos sujeitos migrantes em relação ao território. A proposta deste GT é aglutinar e construir um debate entre pesquisadores que tratem a migração como um importante elemento para se explicar e compreender a organização do território e com o objetivo também de uma reflexão e discussão sobre o seu campo teórico, conceitual e metodológico.

Coordenadores
Profa. Dra. Karla Rosário Brumes - PPGG - UNICENTRO
Profa. Dra. Gislene Aparecida dos Santos - PPGG - UFRJ
Profa. Dra. Olga Maria Schild Becker - PPGG - UFRJ
Prof. Dr. Duval Magalhães Fernandes - PPGGeo - PUC Minas

O discurso oficial das instituições do Estado afirma que o desenvolvimento de um país não pode prescindir de uma política econômica que tenha como elemento fundamental uma estratégia de mudança estrutural. Essa compreensão faz com que temáticas ligadas à regionalização de políticas territoriais, para além da escala do Estado nação, no quadro atual das relações capitalistas, adquiram centralidade na agenda pública e no cenário acadêmico nacional e internacional. A recente Política Nacional de Desenvolvimento Regional, como expressão de uma macro-política territorial, tem sua expressão espacial nos conceitos de região e território. A regionalização aparece como marco instrumental para a determinação do seu nível escalar. Tal política expressa a dependência do capitalismo brasileiro da estrutura do Estado, que segue investindo em setores da indústria de base, de energias, infraestruturas diversas e, de forma permanente, acentuando a reprimarização da economia, por meio das commodities, entre outros. Esse cenário expressa a importância do debate e estudo acerca dos conceitos de região, regionalização e políticas territoriais no universo da política governamental brasileira. O Grupo de Trabalho tem o propósito de discutir e aprofundar as experiências de (des) envolvimento e seus rebatimentos sociais, econômicos, ambientais e na demografia socioterritorial nas várias escalas de analise e manifestação.

Coordenadores
Profa. Dra. Josefa de Lisboa Santos - PPGEO - UFS
Prof. Dr. Mirlei Fachini Vicente Pereira - PPGEO - UFU
Prof. Dr. Claudio Ubiratan Gonçalves - PPGEO - UFPE
Prof. Dr. Celso Donizete Locatel - PPGE - UFRN
Suplentes
Prof. Dr. Nilo Américo Lima - PPGG -UFPE

No atual período histórico, caracterizado pela forte internacionalização do modo de produção capitalista, importantes transformações de ordem técnica, política e econômica têm promovido intensa reestruturação produtiva da agropecuária brasileira. Com seu funcionamento regulado cada vez mais pela economia de mercado, em razão de demandas urbanas e industriais, em grande parte voltadas à exportação, a agropecuária tem se caracterizado, entre outros, pela produção de commodities; de combustíveis renováveis; de frutas tropicais e de matérias-primas para vários ramos agroindustriais. Outra importante característica é a apropriação de tais processos por parte de corporações multinacionais, associadas em especial ao capital industrial e financeiro, que compõem parte das novas redes de governança global que determinam como e o que se produz no campo.
Dessa forma, o presente GT objetiva, em especial, aprofundar os debates teóricos e metodológicos acerca de situações geográficas decorrentes da globalização do agronegócio, como: a intensificação e a especialização produtiva e as regionalizações associadas; a estruturação de novas divisões sociais e territoriais do trabalho das empresas e atividades do agronegócio; a reestruturação urbana e as relações campo-cidade; as formas de governança das grandes corporações na produção e distribuição dos produtos agrícolas; a especialização funcional das cidades inerente à difusão do agronegócio; as disputas pela terra e pela água; a logística agroindustrial; a ampliação das desigualdades socioespaciais e a precarização das condições de moradia, entre outros.
Pretende-se com estes debates contribuir para a compreensão da restruturação produtiva e das dinâmicas territoriais do agronegócio brasileiro, em especial, aquelas ligadas à estruturação de regiões e cidades do agronegócio e à produção e distribuição de commodities agropecuárias.

Coordenadores
Profa. Dra. Denise Elias - PROPGEO - UECE
Prof. Dr. Ricardo Castillo - PPG - UNICAMP
Prof. Dr. Renato Pequeno - POSGEOGRAFIA - UFC
Prof. Dr. Samuel Frederico - POSGEO - UNESP Rio Claro
Suplentes
Prof. Dr. Eve Anne Buhler - PPGEO- UFRJ
Prof. Dr. Dimas Moraes Peixinho - PPGG - UFG Jatai

O sensoriamento remoto consolidou-se como técnica inerente ao exercício das atividades dos geógrafos. As novas funcionalidades e a disponibilidade de dados adquiridos em diferentes níveis: orbital, aéreo e terrestre, têm sido amplamente aplicadas. Abrange as diferentes áreas da geografia e, muitas vezes suprime a dicotomia geografia física-humana. Nos últimos anos, com o lançamento de inúmeros instrumentos imageadores a bordo de satélites, aeronaves tripuladas ou não tripuladas, a exemplo dos Drones, o VANT (veículo aéreo não tripulado) e a RPA (Aeronaves Remotamente Pilotadas), ampliaram o leque de aplicação do sensoriamento remoto. Se de um lado, as diferentes resoluções espaciais, espectrais, radiométricas e temporais dos novos sensores remotos potencializaram a aplicação do sensoriamento remoto, de outro lado, problematizaram principalmente na correta utilização das técnicas e métodos. Assim, uma formação robusta é essencial para assegurar resultados confiáveis. Dado o crescimento da comunidade de geógrafos que fazem o uso do sensoriamento remoto, este grupo de trabalho propõe-se a fazer uma revisão das aplicações do sensoriamento remoto nos estudos geográficos.

Coordenadores
Prof. Dr. Ericson Hideki Hayakawa - PPGG - UNIOESTE Marechal Rondon
Prof. Dr. Fábio Marcelo Breunig - PPGGEO - UFSM
Prof. Dr. Romário Trentin - PPGGEO - UFSM
Prof. Dr. Vitor Matheus Bacani - PPGG - UFMS
Suplentes
Prof. Dr. Waterloo Pereira Filho - PPGGEO - UFSM
Prof. Dr. Aguinaldo Silva - PPGG - UFMS

A Geografia na construção histórico-social do conhecimento. As matrizes filosóficas nas orientações teórico metodológicas em geografia. A relação teoria e prática em geografia. As categorias e conceitos em geografia e suas distintas apropriações. As dimensões teóricas do método.

Coordenadores
Profa. Dra. Alexandrina Luz Conceição - NPGEO - UFS
Prof. Dr. Manoel Fernandes de Sousa Neto - PPGH - USP
Prof. Dr. Paulo Roberto Teixeira de Godoy - POSGEO - UNESP Rio Claro

Atualmente, 70,6% da matriz energética do Brasil é originada de fontes hídricas. A construção de usinas hidrelétricas tem sido vista como alternativa sustentável sendo classificada assim como "energia limpa". Apesar disso, a construção de barragens tem gerados efeitos negativos na dinâmica da paisagem, degradação ambiental, como fragmentação e isolamento de populações e ecossistemas e interrupção do fluxo hidrológico ao passo em que a sociedade sofre modificações no modo de vida. A construção de hidrelétricas na Amazônia se faz por múltiplos caminhos: caminhos do descaso, dos conflitos territoriais e também caminhos do progresso, do avanço técnico-científico e do desenvolvimento geográfico desigual. Os empreendimentos hidrelétricos quando aportam promovem acentuadas mudanças no território, reestruturam e reorganizam o cotidiano tanto no urbano quanto no rural amazônico. Além disso, tem-se o estranhamento entre os diversos interesses sobre o uso do território, esquadrinhando espaços de conflitos, choques de culturas e de interesses pelo poder e consequente a sobreposição de grupos econômicos exógenos em relação aos hábitos, costumes e perspectivas dos sujeitos locais, acarretando impactos irreversíveis no território. Nestes termos faz-se necessário provocar, no âmbito da ANPEGE, estudos geográficos sobre as hidrelétricas, sobretudo na Amazônia, como eventos atrelados a dependência historicamente imposta à região e as sucessivas políticas de ordenamento territorial executadas pelos agentes sintagmáticos (Estado, Empresas e Sociedade) na Amazônia. O objetivo deste Grupo de Trabalho é reunir conhecimentos geográficos sobre os impactos gerados pela especulação e construção de hidrelétricas na Amazônia. Deste modo busca a interação de pesquisas que desenvolvam, a partir da produção capitalista do espaço, do velho e do novo, da tecnofera e da psicosfera, entre outros conceitos, as crises e conflitos socioespaciais materializados em cada contexto espaço-temporal em função das hidrelétricas planejadas, construídas e que não se consolidaram como obra face aos múltiplos embates a partir do ordenamento territorial.

Coordenadores
Profa. Dra. Maria Madalena de Aguiar Cavalcante - PPGG - UNIR
Prof. Dr. José Antonio Herrera - PPGEO - UFPA
Prof. Dr. Gilberto De Miranda Rocha - PPGEO - UFPA
Profa. Dra. Angelita Matos Souza - POSGEO - UNESP Rio Claro