GRUPOS DE TRABALHO

1 - FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA

Esse GT visa reunir pesquisadores para a troca de experiências sobre a diversidade teórico-metodológica das pesquisas em ensino de Geografia, a fim de avaliar as contribuições dessa área de pesquisa para o avanço do debate relativo às tendências contemporâneas que permitam compreender os processos de formação para a docência em Geografia, nos diversos níveis de ensino (básico, ensino superior e pós-graduação) e os fundamentos para o exercício de sua profissionalização. O espaço visa ainda realizar um balanço acerca dos conteúdos curriculares, em suas dimensões conceituais, procedimentais e atitudinais, essenciais para se refletir sobre a formação inicial e permanente da docência em Geografia, bem como as inovações pedagógicas, cujos fundamentos teóricos, metodológicos e técnicos garantam a melhoria da Geografia que se ensina, consolidando novos rumos para as pesquisas, as práticas de ensino e a extensão universitária, esta última com o propósito de desenvolver uma educação geográfica que extrapole as instituições formalizadas e alcancem os espaços de educação não-formais, garantindo a indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão universitária. São também preocupações deste Grupo de Trabalho as ações educativas no campo e na cidade, cuja formação docente contemple a inclusão, a educação ambiental e a diversidade.

Coordenadores
MARQUIANA DE FREITAS VILAS BOAS GOMES - UNICENTRO
MAFALDA NESI FRANCISCHETT - UNIOESTE
DENIS RICHTER - UFG
ELOIZA TORRES - UEL

Suplentes
CLAUDIVAN SANCHES LOPES - UEM
LIZ CRISTIANE DIAS - UFPEL

2 - GEOGRAFIA DO CRIME E DA VIOLÊNCIA

A criminalidade e a violência fazem parte do rol dos temas mais discutidos da atualidade, configurando-se, já há algumas décadas, em um dos fenômenos que mais preocupam os brasileiros. Em que pese as prestimosas contribuições de profissionais de outras áreas do conhecimento, em especial da Sociologia, Antropologia, Psicologia e Criminologia sobre o tema, a Geografia tem um importante papel nesta discussão.
O GT prioriza, portanto, discussões teóricas e resultados empíricos acerca da distribuição espacial da criminalidade e violência, em suas diversas formas de manifestação, ocorrendo em várias escalas de análise, bem como procura estudar os processos sociais e o espaço enquanto reveladores das configurações sócio-espaciais que refletem a injustiça social e espacial do crime e da violência. Ênfase deve ser dada ao emprego de importantes categorias de análise geográficas (paisagem, território, região, lugar, etc.) no estudo desta temática.

Coordenadores
ALEXANDRE MAGNO ALVES DINIZ - PUC/MG
ALCINDO JOSÉ DE SÁ - UFPE
CLARICE CASSAB TORRES - UFJF
JÚLIO CÉSAR DE LIMA RAMIRES - UFU

Suplentes
CLÁUDIO ZANOTELLI - UFES

3 - PLANEJAMENTO, GESTÃO E PRODUÇÃO DO ESPAÇO

Nas duas últimas décadas, o Brasil experimentou uma expansão geográfica da acumulação e da urbanização. A rede urbana complexificou-se, as regiões metropolitanas e cidades médias multiplicaram-se, surgiram novas aglomerações urbanas, aprofundou-se a divisão social e territorial do trabalho. A especialização e diversificação produtiva em escala regional facultou a formação de regiões produtivas (do agronegócio, de extração mineral, do turismo, dos enclaves industriais e urbanos). Mudaram os fluxos migratórios e verificou-se uma redistribuição espacial da população.
Os sinais das mudanças são aparentes em todo país. Nesse contexto sobressai em muitas cidades o caráter precário da urbanização, impulsionada, ainda que parcialmente, por ações do Estado e das corporações através de novas concepções e instrumentos de planejamento e de gestão, com o suporte dos bancos estatais, que criam e recriam o espaço social para atender às demandas da reprodução hegemônica, seja através da implementação de um planejamento em escala regional, seja através de práticas de planejamento urbano, redefinindo os usos do território.
Apesar do Estatuto da Cidade e da implementação de práticas alternativas inovadoras, a produção dos espaços hegemônicos da acumulação contempla desigualmente os espaços de produção e as esferas de reprodução social, que se evidencia seja nas condições de vida da população, seja na densidade técnica das infraestruturas e da presença heterogênea da técnica, da informação e da comunicação.
Em termos de práticas, são inúmeros os desafios postos para a efetivação do direito à cidade e para a superação de práticas marcadas pela competitividade, pela desigualdade, pela ineficiência administrativa e por uma crescente degradação ambiental. O debate da relação entre planejamento/gestão e produção do espaço no Brasil demanda um esforço de reflexão da Geografia em relação ao papel e ações do Estado, dos movimentos sociais e das empresas (corporações) na produção e gestão do espaço por meio do planejamento.

Coordenadores
ESTER LIMONAD - UFF
HELOISA SOARES DE MOURA COSTA - UFMG
ADRIANA BERNARDES - UNICAMP
TADEU ALENCAR ARRAIS - UFG

Suplentes
PAOLA VERRI DE SANTANA - UFAM
CESAR RICARDO SIMONI SANTOS - USP/GH

4 - GEOGRAFIA AGRÁRIA

Objetiva-se agregar pesquisadores vinculados à temática da questão agrária no intuito de propor estratégias para o fortalecimento de pesquisas que subsidiem o debate e o necessário posicionamento ante às políticas públicas para o campo na atualidade. Dialogar com os paradigmas norteadores das pesquisas, como forma de pensar a produção agrária à luz da necessária posição teórico-política. Discutir, em especial, as políticas agrícolas de gestão dos assentamentos de Reforma Agrária no contexto de fortalecimento da agricultura capitalista, tanto de produção de commodities quanto de agroenergia. Debater os limites e possibilidades da transição agroecológica.

Coordenadores
ALEXANDRINA LUZ CONCEIÇÃO - UFS
JOSÉ GILBERTO DE SOUZA - UNESP/RC
ROSEMEIRE APARECIDA DE ALMEIDA - UFMS/TL
SEDEVAL NARDOQUE - UFMS/TL


Suplentes
MARTA INEZ MEDEIROS MARQUES - USP/GH
ELIANE TOMIASI PAULINO - UEL

5 - CIDADE, IMAGEM, PATRIMÔNIO

Esta Proposta possui uma filiação com os GTs de Geografia Urbana e Geografia Cultural, embora necessite de uma autonomia, já legitimada na produção científica dos componentes do Grupo de Trabalho proposto, de modo a melhor integrar e desenvolver a linha de pesquisa sobre a cidade no que tange a produção e interpretação das imagens e da institucionalização do patrimônio cultural na produção do espaço urbano. Esta linha de pesquisa já vem sendo desenvolvida nos Laboratórios dos Grupos de Pesquisa coordenados pelos membros de cada Instituição aqui proponente, e seus coordenadores já vem desenvolvendo atividades conjuntas, tais como publicações, eventos científicos e projetos de pesquisa.
Pensar a cidade a partir de suas relações com imagens e a valorização contemporânea de patrimônios culturais significa refletir sobre novas possibilidades de abordagens para o urbano em geografia. Nesse sentido, tomando a chamada da ANPEGE como articuladora da produção científica já em curso, esta proposta de GT visa estruturar as abordagens geográficas sobre a temática da cidade, imagem e cultura. Esse tema, já bastante forte nas ciências sociais, sobretudo em diálogo com as referências pós-modernas, nos possibilita produzir novas interpretações sobre a produção do espaço. Esta proposta, já iniciada pelas pesquisas desenvolvidas pelo grupo proponente, toma os desafios teóricos e metodológicos para produzir uma renovada interpretação da produção do espaço em tempos de ?capitalismo semiótico?. Seja a partir da patrimonialização da cultura, da valorização da imagem na produção do espaço urbano ou nas reflexões sobre o método geográfico, esta vertente coloca-se como um promissor caminho para a reflexão sobre a cidade contemporânea.

Coordenadores
MARIA TEREZA DUARTE PAES - UNICAMP
RAFAEL WINTER RIBEIRO - UFRJ
EVERALDO BATISTA DA COSTA - UNB
CAIO AUGUSTO AMORIM MACIEL - UFPE

Suplentes
MARIA GORETTI DA COSTA TAVARES - UFPA
SIMONNE SCIFONE ? USP/GH

6 - ESPAÇO, CULTURA E A DIMENSÃO DE LUGAR

As relações entre Espaço, Cultura e a Dimensão do Lugar e suas manifestações espaciais no século XXI apresentam mudanças que qualificam a hipermodernidade nos grupos culturais. Mudanças sociais, culturais, econômicas, políticas e religiosas impulsionam (re)arranjos espaciais. Neste GT, enfatiza-se que os lugares simbólicos são criados pela ocupação humana nos espaços e pelo uso de símbolos para transformar o espaço em lugar. Desta maneira, este GT representa uma continuidade teórica dos anteriores.
Privilegiam-se as três ideias geográficas apresentadas por Mike Crang, que falam diretamente sobre relacionamentos a lugares: a primeira veio diretamente de Husserl, e tem a ver com a noção de intencionalidade; a segunda trata de essência; e a terceira veio de Heidegger e de existencialistas como Sartre, ocupando-se com o ser no mundo, na vida e no conhecimento. A geografia cultural admite a ideia de que existe uma filosofia dos significados, sua análise deve refletir sobre a essência das ações humanas.
Trata-se de refletir de modo mais geral sobre o conceito de lugar no sentido de pertencimento, numa tentativa de esclarecer as maneiras como são constituídas as identidades dos lugares e de pessoas como indivíduos e membros de grupos, levando em conta que há uma relação recíproca entre essas identidades. Espaço, cultura e dimensão do lugar visa a reconhecer a dinâmica espacial da cultura que coloca em jogo efeitos de poder político, econômico e religioso na sociedade. Há lugares, potencialmente, fontes de conflitos. Nestes casos as análises das categorias espaciais ganham relevância e conceitos espaciais como lugar e território transformam-se em categorias fundamentais de ação estratégica da dinâmica cultural da sociedade.
Na vivência desta rede variada de forças globalizadas do capital e da cultura, fortemente marcada por fluxos midiáticos, a geografia cultural favorece a interpretação dos espaços, dos territórios e dos lugares simbólicos.


Coordenadores
ZENY ROSENDAHL - UERJ
ANGELO SZANIECKI PERRET SERPA- UFBA
ANELINO FRANCISCO DA SILVA - UFRN
OTÁVIO JOSÉ LEMOS DA COSTA - UECE


Suplentes
BERNADETE APARECIDA CAPRIOGLIO DE CASTRO - UNESP/RC
AUREANICE DE MELLO CORRÊA - UERJ.

7 - GEOGRAFIA DO TRABALHO E AS CONTRADIÇÕES DO MUNDO CONTEMPORÂNEO

A proposta do GT volta-se para a discussão sobre a dinâmica geográfica do trabalho na atualidade, por meio das suas diferentes expressões, pelas formas específicas de controle ao que submetido pelo capital e pelas experiências de resistência em diferentes esferas e escalas organizativas. Partimos da idéia que cada pesquisa aporta elementos novos para o acúmulo teórico e fundamentação teórica da Geografia do trabalho. Nessa perspectiva, sob o referencial do materialismo histórico, propomo-nos articular diversas disciplinas numa perspectiva que apreenda as múltiplas determinações do ser social. É nessa caminhada que discutimos o universo do trabalho, com o propósito de reunir, do ponto de vista analítico, diversos mundos do trabalho que nada mais indicam do que a crescente fragmentação do trabalho. Estamos nos referindo à fragmentação da práxis social do trabalho e à materialização do seu tratamento setorizado. Em síntese, significados e registros da identidade do trabalho devem ser captados e a eles devemos vincular nosso interesse em (re)pensar os aprendizados teóricos dessa realidade geográfica e seus sujeitos. O que pretendemos inserir na discussão são as experiências vividas e as experiências percebidas de classe (cotidianas) mediadas por instituições político-culturais (partidos de classe, sindicatos socialistas etc.) e movimentos sociais que propugnam ir além de reivindicações pontuais. Se trata de um longo processo de reflexão teórico-metodológica, que prioriza a compreensão do sujeito enquanto sujeito que pensa e vive, e não um sujeito pré-determinado. A categoria classe presume uma materialidade objetiva, produto da divisão social de trabalho, mas também a materialidade subjetiva ou a consciência de classe. Trata-se, portanto, de uma categoria fundamental para explicar/compreender a práxis social histórica e geográfica de coletividades humanas na modernidade do capital, e com isso, uma categoria prioritária para entendermos as ações do trabalho organizado e suas dinâmicas.

Coordenadores
ANTONIO THOMAZ JÚNIOR - UNESP/PP
MARCELO RODRIGUES MENDONÇA - UFG
MARIA FRANCO GARCÍA - UFPB
MARCELO DORNELIS CARVALHAL - UNESP

Suplentes
EDUARDO SCHIAVONE CARDOSO - UFSM
JORGE RAMÓN MONTENEGRO GÓMEZ - UFPR

8 - A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: PERSPECTIVA CRÍTICA

O objetivo deste Grupo de Trabalho é reunir, no âmbito da ANPEGE, o conhecimento geográfico sobre a cidade, com leitura crítica e dialética do seu espaço. O GT busca reunir as pesquisas que desvendem a produção da prática socioespacial urbana, buscando compreender a realidade urbana em sua totalidade (a partir da articulação dos diferentes níveis de análise). Deste modo, o GT deve explicitar a maneira como a produção do espaço urbano integra, cada vez mais, os momentos da vida cotidiana e as práticas sócio espaciais, ao capital financeiro e mundializado, provocando transformações sem precedentes nas cidades, num processo crítico e contraditório. Este processo se revela como crise: política, social, ambiental, econômica, mas sua raiz está no papel da produção do espaço e da colonização do cotidiano, no processo de reprodução do capital atualmente. Conflitos e lutas por direitos na cidade, construções de loteamentos horizontais murados, revalorização de áreas centrais degradadas, mudanças de uso do solo, fragmentação e concomitante homogeneização de espaços, construção de infraestrutura para a produção de bens e para circulação de pessoas, bens e serviços, visando o consumo local e global, são alguns dos temas possíveis para construir esse debate.

Coordenadores
SILVANA MARIA PINTAUDI - UNESP/RC
ISABEL APARECIDA PINTO ALVAREZ - USP/GH
TATIANE MARINA PINTO DE GODOY - UFSJ
RAFAEL FALEIROS DE PÁDUA - UFMT


Suplentes
DANILO VOLOCHKO - UFMT
GLÓRIA DA ANUNCIAÇÃO ALVES - USP/GH

9 - AGRICULTURA, DESENVOLVIMENTO REGIONAL E TRANSFORMAÇÕES SÓCIO ESPACIAIS

O GT tem o objetivo de propiciar a troca de experiências e fomentar a discussão dos resultados de investigações concluídas e em desenvolvimento sobre Agricultura, desenvolvimento regional e transformações sócio espaciais com o intuito de debater e refletir sobre processos que exercem influência direta e indireta nas dinâmicas econômica, social e cultural dos espaços rurais. Objetiva também discutir os elementos teóricos e metodológicos das pesquisas em geografia agrária, analisando os conceitos e categorias geográficas sobre as temáticas que envolvem o espaço agrário. Avançar teoricamente na perspectiva geográfica a partir da organização espacial, verificando se a noção interdisciplinar de multifuncionalidade e de agricultura familiar pode contribuir nas análises do espaço rural, tendo em vista a gestão do território, em diferentes contextos histórico-espaciais. Analisando as diferentes formas de produção (agrícolas e não agrícolas) no campo brasileiro, principalmente, após a modernização da agricultura brasileira, busca uma caracterização das distintas e singulares organizações espaciais geradas pela agricultura familiar no território nacional. Refletir sobre as políticas públicas, sobretudo aquelas que se direcionam à agricultura familiar, seja em escala nacional, estadual e/ou municipal, e seus efeitos sobre a agricultura e os espaços rurais, buscando garantir a segurança alimentar, a melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais e novas oportunidades de permanência no campo, constitui-se, na atualidade, num elemento importante para se compreender as diferenciações entre os produtores rurais e a diversidade de estratégias de reprodução socioeconômica presentes no território brasileiro.

Coordenadores
DARLENE APARECIDA DE OLIVEIRA FERREIRA - UNESP/RC
ROSANGELA AP. DE MEDEIROS HESPANHOL - UNESP/PP
CLÉCIO AZEVEDO DA SILVA - UFSC
ESTEVANE DE PAULA PONTES MENDES - UFG


Suplentes
GIANCARLA SALAMONI - UFPEL
ANTONIO NIVALDO HESPANHOL - UNESPPP PP

10 - TERRITÓRIO, TURISMO E INCLUSÃO SOCIAL

Dado a capacidade de produzir os lugares novos ou subverter os já existentes e conferir novos valores ou novos usos a espaços e territórios, o turismo pode configurar-se como um elemento estruturante e essencial da dinâmica territorial e do desenvolvimento local e possibilitar a análise dos impactos sobre o território em face da perspectiva de desenvolvimento durável que pode incorporar. Esta proposta tem como objetivo a discussão sobre turismo, território e inclusão social, considerando que os indicadores sociais e econômicos apontam para as condições de pobreza e exclusão social das comunidades locais frente às ofertas de oportunidades de participação no planejamento territorial voltado para o turismo e de inserção em práticas locais das ações turísticas. É nesse sentido que a ANPEGE se constitui um espaço privilegiado para a realização do debate sobre território, turismo e inclusão social a partir da produção de docentes e discentes dos programas das 5 regiões brasileiras, representado aqui pelos proponentes e participantes docentes e discentes do referido GT.

Coordenadores
ANTONIO CARLOS CASTROGIOVANNI - UFRGS
LUZIA NEIDE MENEZES TEIXEIRA CORIOLANO - UECE
ANDERSON PEREIRA PORTUGUEZ - UFU
MIGUEL BAHL - UFPR


Suplentes
MAURO JOSÉ FERREIRA CURY - UNIOESTE/MR
ROSA MARIA MEDEIROS - UFGRS

11 - ENSINO DE GEOGRAFIA

O ensino de Geografia é uma prática social complexa e com diferentes demandas. A efetivação dessa prática tem revelado muitos limites de ordem política, social e também profissional, de outro lado, tem mostrado também muitas potencialidades no sentido de se realizar uma prática de ensino que represente uma efetiva aprendizagem, uma aprendizagem significativa para os alunos. A compreensão mais ampla dos problemas desse ensino, bem como de possibilidades de enfrentamento de seus múltiplos desafios tem indicado a relevância de estudos nessa área. O Grupo de Trabalho em Ensino de Geografia, no âmbito da ANPEGE, tem se constituído nesse sentido em espaço relevante de reflexão sobre o ensino da disciplina, tendo como referência a produção dessa temática na pesquisa e na pós-graduação, considerando a dimensão teórica que sustenta a elaboração dos currículos e a definição dos objetivos de ensino e suas temáticas específicas, notadamente a formação profissional, a teoria e o método, as diferentes linguagens, a cartografia escolar, as tecnologias da informação e comunicação, os diversos contextos e níveis de ensino. O objetivo do grupo é permitir a divulgação dos resultados de pesquisa nessa área e o debate dos fundamentos teóricos e das orientações metodológicas das investigações realizadas nessa linha, permitindo com isso maior aprofundamento nas argumentações e maior qualificação nas próprias investigações.

Coordenadores
HELENA COPETTI CALLAI - UFRGS
LANA DE SOUZA CAVALCANTI - UFG
SONIA MARIA VANZELLA CASTELLAR - USP/GH
VANILTON CAMILO DE SOUZA - UFG


Suplentes
NESTOR ANDRÉ KAERCHER - UFRGS
MARCOS ANTÔNIO CAMPOS COUTO - UERJ/SG

12 - GEOGRAFIA E POLÍTICAS PÚBLICAS

A proposta de continuidade deste GT se apóia na grande aceitação verificada durante a realização do Encontro da ANPEGE em Campinas e no crescente interesse da Geografia pelo tema das políticas públicas, provocando a comunidade Geográfica a se inserir neste debate a partir de diferentes perspectivas.
O GT se abre à discussão das distintas abordagens, teorizações e vertentes analíticas das políticas públicas; provoca o debate sobre as complexas e assimétricas interações entre agentes estatais, privados e sociedade civil nos processos de formulação, implementação, gestão e avaliação; coloca em debate perspectivas territoriais para a análise de ações e processos que emanem do Estado (articulado em seus diferentes níveis do pacto federativo), em recortes nacionais, subnacionais ou em análises comparativas internacionais; problematiza e atualiza a produção do conhecimento geográfico neste contexto a partir das análises das policy networks, das comunidades epistêmicas, das advocacy coalitions, dos processos de difusão e transferência de políticas públicas e do policy learning. O GT, por fim, pretende colocar em debate contribuições a respeito do ordenamento do território e da produção do espaço no período recente enquanto exercícios de poder que podem/devem ser analisados com conceitos, instrumentos e procedimentos geográficos. Sugere-se que os textos a serem submetidos sejam menos focados em políticas públicas específicas e se destinem mais a problematizar a própria discussão sobre a relação entre políticas públicas e Geografia.


Coordenadores
EVERALDO SANTOS MELAZZO - UNESP/PP
ANA LUISA COELHO NETO - UFRJ
MARILIA STEINBERGER - UNB
JAN BITOUN - UFPE


Suplentes
MARCIO JOSÉ CATELAN - UNESP/PP
PAULO PEREIRA GUSMÃO - UFRJ

13 - REGIÃO, REGIONALIZAÇÃO E POLÍTICAS TERRITORIAIS: ESCALAS, EXPERIÊNCIAS, ATORES

O discurso oficial das instituições do Estado afirma que o desenvolvimento de um país não pode prescindir de uma política econômica que tenha como elemento fundamental uma estratégia de mudança estrutural. De outra forma, a compreensão de que essa estratégia e estrutura a ser implantada devem ser articuladas regionalmente faz com que temáticas ligadas à territorialização e regionalização do desenvolvimento adquiram centralidade na agenda pública. As políticas territoriais, para além da escala do Estado nação, ganham destaque no cenário político e acadêmico nacional e internacional. A recente Política Nacional de Desenvolvimento Regional, como expressão de uma macro-política territorial, tem nos conceitos de região o marco teórico e de regionalização o marco instrumental para determinar, em várias escalas, a ação do Estado no território nacional. Tal política expressa à dependência do capitalismo brasileiro da estrutura do Estado que segue investindo em setores da indústria de base, de energia e infraestrutura. Esse é apenas um exemplo de como os conceitos de região, regionalização e política territorial estão difundidos no universo da política governamental brasileira. Nesse sentido, o Grupo de Trabalho tem o propósito de discutir e aprofundar experiências de desenvolvimento regional em varias escalas, tendo como parâmetro norteador os conceitos de região, regionalização e políticas territoriais.

Coordenadores
CELSO DONIZETE LOCATEL - UFRN
CLAUDIO UBIRATAN GONÇALVES - UFPE
JOSEFA DE LISBOA SANTOS - UFS
MIRLEI FACHINI VICENTE PEREIRA - UFU


Suplentes
NILO AMÉRICO RODRIGUES LIMA DE ALMEIDA - UFPE
FRANCISCO AMARO GOMES DE ALENCAR - UFC

14 - SENSORIAMENTO REMOTO APLICADO AOS ESTUDOS GEOGRÁFICOS

O sensoriamento remoto (SR) representa um tema de vanguarda no contexto das geotecnologias, e está cada vez mais presente no cotidiano da sociedade. Diariamente na televisão, jornais, revistas, livros, dentre outros meios de comunicação, inúmeros processos geográficos são exemplificadas, munindo-se principalmente de imagens de satélites. No cenário acadêmico, diferentes áreas do conhecimento utilizam do sensoriamento remoto para o desenvolvimento da pesquisa. Nos últimos anos com o lançamento de uma série de instrumentos imageadores a bordo de satélites, aeronaves tripuladas ou não tripuladas e, mais recentemente os drones e LiDARs, o leque de aplicação do sensoriamento remoto experimentou uma expressiva ampliação. Se de um lado, as diferentes resoluções espaciais, espectrais, radiométricas e temporais dos novos sensores remotos otimizaram e potencializaram a aplicação do sensoriamento remoto, por outro lado, problemas relacionados a correta utilização da técnicas e dos métodos do sensoriamento remoto são um fato. A acurácia e precisão do processo são essenciais para assegurar resultados confiáveis. Apesar da forte demanda por profissionais capacitados na área, é evidente que a comunidade geográfica no Brasil não tem acompanhado essa demanda, dada a incipiente utilização do sensoriamento remoto no contexto da Geografia brasileira. Ainda são poucas as pesquisas e/ou grupos de pesquisas consolidados na utilização do sensoriamento remoto para fins geográficos, apesar da natureza espacial desses produtos. Diante deste cenário, este GT tem por objetivo avaliar o escopo de aplicações do sensoriamento remoto na geografia, e discutir sobre os principais entraves e as potencialidades do SR dentro da comunidade geográfica, de modo a estimular a criação de uma linha de pesquisa consolidada de sensoriamento remoto aplicado aos estudos geográficos. As discussões poderão indicar se a geografia necessita de maiores investimentos nessa área do conhecimento, a fim de assegurar formação sólida ao geógrafo para sua atuação profissional.

Coordenadores
ERICSON HIDEKI HAYAKAWA - UNIOESTE/MR
FÁBIO MARCELO BREUNIG - UFSM
WATERLOO PEREIRA FILHO - UFSM
VITOR MATEUS BACANI - UFMS TL


Suplentes
ROMÁRIO TRENTIN - UFSM
AGUINALDO SILVA - UFMS

15 - BIOGEOGRAFIA E GEOCOLOGIA DA PAISAGEM

Biogeografia e potencialidades paisagístico-territoriais. Dinâmica e conservação de paisagens tropicais. Monitoramento ambiental. Ecologia da paisagem e geoecologia em suas aplicações biogeográficas. Biogeografia urbana: abordagens multiescalares. Teorias biogeográficas e modelos de aplicação em trabalhos de campo e experimentais. Aplicações de ferramentas computacionais na análise biogeográfica e geoecológica. Aplicações de geotecnologias na análise biogeográfica e geoecológica.

Coordenadores
EDUARDO RODRIGUES VIANA DE LIMA - UFPB
ROSEMERI MELO E SOUZA - UFS
SUELI ANGELO FURLAN - USP/GF
EUGÊNIA CRISTINA GONÇALVES PEREIRA - UFPE


Suplentes
BARTOLOMEU ISRAEL DE SOUZA - UFPB
LUIZ ANTONIO CESTARO - UFRN

16 - GLOBALIZAÇÃO E REGIONALIZAÇÃO

Um dos principais binômios para compreender a geografia do mundo contemporâneo é aquele que reúne os processos de globalização e regionalização. Regionalizar ou, em sentido mais elementar, "recortar" ou diferenciar o espaço, constitui desafio na medida em que processos globalizadores, de caráter sobretudo reticular, confundiram nossas tradicionais escalas de análise e promoveram coesões funcionais (econômico-políticas) e simbólicas complexas e nem sempre coincidentes. Novas estruturações produtivas e formas de apropriação simbólica e de gestão, com novos níveis de governamentalidade para além do Estado-Nação (que por sua vez recompõe seu papel) precisam ser investigadas à luz desses pressupostos. Redes técnicas e/ou redes sociais encontram novos significados nessa dinâmica contemporânea. A integração virtual dos lugares em escala mundial e a globalização financeira vêm reafirmando o valor estratégico da localização geográfica. Isso significa que ações extranacionais não incidem sobre espaços vazios, mas sobre espaços geográficos que elas vão certamente influenciar, mas de onde também vão receber a marca. O objetivo desta proposta é construir um debate a partir de pesquisas que consigam mostrar o elo entre regionalização e globalização, mas também de trabalhos que tratem mais especificamente da região/regionalização ou da globalização, conceitos de crescente retomada na agenda geográfica contemporânea.

Coordenadores
ÁLVARO LUIZ HEIDRICH - UFRGS
LEILA CHRISTINA DUARTE DIAS - UFSC
MARIA MÓNICA ARROYO - USP/GH
ROGÉRIO HAESBAERT - UFF


Suplentes
IVALDO GONÇALVES DE LIMA - UFF
RICARDO MENDES ANTAS JR. - USP/GH

17 - FENOMENOLOGIAS DA EXPERIÊNCIA GEOGRÁFICA

Com as transformações de toda ordem que temos vivido de forma mais intensa com a consolidação, desde os anos 1990, desta forma de globalização, tem havido uma série de "viradas" nas ciências humanas e sociais (espacial, lingüística, cultural, etc.) em busca de aportes para compreensão de tais transformações. Estas viradas também atingem a geografia, reforçando a busca por filosofias que permitam compreender estas mudanças. Entre estas, a fenomenologia tem recebido interesse renovado por parte dos geógrafos. Isso porque a geografia e a fenomenologia buscam, por caminhos diferentes, o mesmo fim: a compreensão da experiência humana sobre a Terra. Este entendimento tem servido de fundamento para investigações teóricas e empíricas em diferentes temas que perpassam a experiência geográfica de mundo, ou, simplesmente, a experiência do ser-no-mundo. Esta é uma perspectiva teórico-metodológica que compreende os fenômenos geográficos a partir de sua manifestação na experiência, em sua dimensão existencial e epistemológica. A experiência é, portanto, o campo onde os símbolos, as identidades, as imagens e as imaginações se manifestam. Mas ela é também o fundamento epistemológico de investigação de uma geografia orientada pela fenomenologia. Esta, no entanto, não é unívoca, apresentando diferentes caminhos para se construir possibilidades de investigação geográfica. Como um pensamento heterodoxo, pode-se dizer que há tantas fenomenologias quanto fenomenológos. No entanto, todos passam ou centralizam sua reflexão na experiência, seja em sentido metodológico seja por permitir repensar a experiência contemporânea. O objetivo deste Grupo de Trabalho é promover a discussão das possibilidades abertas pela fenomenologia (em sua multiplicidade interna e em seus diálogos com outras filosofias, como o pós-estruturalismo, o existencialismo, a hermenêutica, etc.) para a compreensão da experiência geográfica. Serão priorizados trabalhos que problematizem os fundamentos teóricos desta relação, de natureza epistemológica, além de trabalhos de investigação compreensiva de temas/problema a partir destes aportes.

Coordenadores
EDUARDO MARANDOLA JR. - UNICAMP
SYLVIO FAUSTO GIL FILHO - UFPR
ANTONIO CARLOS QUEIROZ FILHO - UFES
ALESSANDRO ROSANELI - UFPR


Suplentes
JEANI DELGADO PASCHOAL MOURA - UEL
ELIS DE ARAÚJO MIRANDA - UFF/C

18 - ESTADO, TERRITÓRIO E FRONTEIRA

Esta proposta tem como objetivo debater a fronteira enquanto base territorial de diversas realidades sociais, políticas, econômicas, geopolíticas, ambientais e culturais. Enquanto categoria de análise espacial, envolve a problemática da volatilidade do capital e das relações de produção pelo território. Além disso, a fronteira é palco para conflitos transculturais e identitários. A questão das relações bilaterais e multilaterais com os países vizinhos - isto é, os temas transfronteiriços - também faz parte da pauta de uma política de ordenamento territorial no âmbito nacional, pois possui importantes repercussões nos fluxos e mesmo em regiões às vezes distantes das fronteiras. A existência de fronteira internacional está associada às diferenças entre os dois lados, estabelecendo tipologias de cidades de fronteira, como também se caracteriza pela permeabilidade e como lugar de comunicação entre populações pertencentes a diferentes sistemas territoriais nacionais. A faixa de fronteira, de área de segurança nacional à região de desenvolvimento, configura-se como importante diretriz da política nacional e internacional brasileira. As diversas complexidades que envolvem o tema da fronteira exigem uma reflexão com o intuito de aprofundar, sistematizar e propor novas leituras desta forma diferenciada de organização territorial, no bojo da ordem territorial capitalista, na qual o Estado tem um papel preponderante. Assim, o X ENANPEGE se constitui um espaço privilegiado para a realização dessas discussões.

Coordenadores
ADRIANA DORFMAN - UFRGS
CLAUDETE DE CASTRO SILVA VITTE - UNICAMP
EDIMA ARANHA SILVA - UFMS
EDSON BELO CLEMENTE DE SOUZA - UNIOESTE/MR


Suplentes
MARISTELA FERRARI - UNIOESTE/MR
FÁBIO DE OLIVEIRA NEVES -UNIOESTE/MR

19 - GEOCARTOGRAFIA, GEOPROCESSAMENTO E ANÁLISE ESPACIAL

As técnicas geocartográficas, mormente quando auxiliadas por tecnologias de geoprocessamento, que agregam a Cartografia Digital, o Sensoriamento Remoto, os Sistemas de Informação Geográfica (SIG), os Sistemas de Navegação Global por Satélites (GNSS), WebGis, Geovisualização, constituem instrumentos imprescindíveis aos geógrafos e aos pesquisadores de várias ciências. Este conjunto de conhecimento e técnicas de obtenção de dados, de produção e comunicação de informações geográficas facilita e torna mais precisa a análise a respeito de determinada área, bem como dos fenômenos e das feições que nela ocorrem. No âmbito da Geografia, há uma crescente utilização de geotecnologias nas mais diferentes áreas de aplicação, principalmente subsidiando o tratamento de informações e a tomada de decisão. Neste sentido, a proposta deste GT é agregar um grupo de pesquisadores que estão preocupados com o desenvolvimento de métodos e aplicações de geotecnologias na pesquisa geográfica.

Coordenadores
LINDON FONSECA MATIAS - UNICAMP
JOSÉ FLÁVIO MORAIS CASTRO - PUC/MINAS
RAFAEL SANZIO ARAÚJO DOS ANJOS - UNB
MARIA ISABEL CASTREGHINI DE FREITAS - UNESP/RC



Suplentes
AILTON LUCHIARI - USP

20 - METRÓPOLE E REGIÃO

Esta proposta tem como objetivo recuperar a discussão sobre a relação entre metrópole e região. Trata-se de uma discussão que é tradicional na Geografia, mas que requer uma nova perspectiva teórico-metodológica que seja capaz de compreender as dinâmicas sociais e suas configurações territoriais. A discussão clássica que afirma essas duas dimensões - a da metrópole e de sua região metropolitana - recompõe-se diante da nova dinâmica socioespacial, exigindo uma atualização desse debate. Redes, metamorfoses metropolitanas, constituição de cidades-região, bacias urbanas, conglomerados urbanos, clusters urbanos, dentre outras formações espaciais, expressam uma realidade contemporânea mais complexa e que pressupõe, por sua vez, convivências de configurações territoriais distintas, responsáveis por desencadear uma diversidade e uma complexidade socioespacial nunca vistas. A região-rede e a região-zona não prescindem da centralidade urbana que confere hoje novo sentido ao conteúdo regional. Tais transformações, de cunho social e espacial, que demandam novas formas de pensar e de problematizar o planejamento e a gestão urbana e regional, sugerem, igualmente, esforços acadêmicos com o intuito de aprofundar, sistematizar e propor novas leituras da relação entre metropolização do espaço, metrópole, e região. É nesse sentido que a ANPEGE se constitui um espaço privilegiado para a realização dessa discussão, tão cara ao desenvolvimento da ciência geográfica.

Coordenadores
JOSÉ BORZACCHIELLO DA SILVA - UFC
OLGA LÚCIA C. FIRKOWISKI - UFPR
SAINT-CLAIR CORDEIRO DA TRINDADE JÚNIOR - UFPA
SANDRA LENCIONI - USP/GH


Suplentes
ÁLVARO H. DE S. FERREIRA - PUC/RIO
PAULO ROBERTO R. SOARES - UFRGS

21 - ESPAÇO, CULTURA E DIFERENÇA: AS DIMENSÕES ÉTNICAS, SOCIAIS E AMBIENTAIS E SUAS SIGNIFICAÇÕES

Sujeitos marcados pela diferença étnica e de classe produzem espacialidades distintas que acontecem, em geral, em contextos ambientais diversos. A exemplo citamos a constituição de lugares e de territórios por grupos compostos por indígenas, quilombolas, negros, ciganos, pescadores artesanais, migrantes, camponeses, dentre outros segmentos socialmente discriminados e vulneráveis, refletindo identidades e espacialidades diferenciadas e desiguais. Contudo, a diferenciação de espaços toma, por vezes, a forma de segregação, produzida a partir da negação de direitos e de injustiças. Em contraposição ocorre a reafirmação de etnoconhecimentos, saberes locais e de regionalismos que enunciados em pesquisas desvendam resistências a um processo de homogeneização da cultura, reveladas em trajetórias espaciais de indivíduos e coletividades marcadas por significações, advindas de pertencimentos também ligados à diferença. Nesse processo, não raro, políticas públicas focalizadas se combinam a outras ditas universais e provocam impacto no território e na comunidade. A proposta do GT é a de agregar estudos geográficos, apoiados em levantamentos bibliográficos e documentais e/ou em trabalhos de campo, que fazem a intersecção entre essas variáveis - étnicas e de classe - assim como estudos que abordem as expressões culturais/espirituais/sociais/ambientais desses grupos que tenham como produtos finais teses ou dissertações concluídas e/ou em andamento. Vislumbra-se também a apresentação de resultados de pesquisa vinculados a projetos institucionais que tenham como produtos associados mapeamentos e cartografias sociais, produção de vídeos/sons/imagens e laudos antropológicos.

Coordenadores
CICILIAN LUIZA LÖWEN SAHR - UEPG
GUIOMAR INEZ GERMANI - UFBA
CATIA ANTONIA DA SILVA - UERJ/SG
ADNILSON DE ALMEIDA SILVA - UNIR


Suplentes
CATHERINE PROST - UFBA
CLAUDIA LUISA ZEFERINO PIRES - UFRGS

22 - FORMAÇÕES SOCIOESPACIAIS: PROGRESSO TÉCNICO NO ESPAÇO URBANO E AGRÁRIO

A crise da economia mundial, iniciada em 1973, trouxe para o debate acadêmico as questões referentes à inovação tecnológica (biotecnologia, telecomunicações, robótica, entre outras) como possibilidade de retomada do crescimento econômico. Contudo, a formação socioespacial norte americana com sua política de liberalização do comércio internacional, oligopolização da economia, financeirização e políticas neoliberais, retardou o processo de destruição criativa e impôs diferentes estratégias às variadas formações socioespaciais do centro e da periferia do sistema apitalista. Assim sendo, esse GT, objetiva discutir o impacto dessas políticas e do progresso técnico no desenvolvimento econômico mundial / nacional / regional / local. Não se trata de um determinismo tecnológico, mas como afirma M. Santos (1996) o conteúdo técnico científico do espaço permite, em áreas maiores, a produção de um mesmo produto em quantidades e qualidades maiores De outro modo, a base técnica da formação sócio espacial constitui hoje, um dado fundamental da explicitação histórica e geográfica da sociedade e da natureza , já que a técnica invadiu todos os aspectos da vida e da paisagem.



Coordenadores
CARLOS JOSÉ ESPÍNDOLA - UFSC
CÉSAR AUGUSTO ÁVILA MARTINS - FURG
FERNANDO SAMPAIO - UNIOESTE
TÂNIA FRESCA - UEL


Suplentes
JOSÉ MESSIAS BASTOS - UFSC
CRISTÓVÃO DE C. DA T. DE BRITO - UFBA

23 - GEOGRAFIA, MÉTODOS E AMBIENTE

O objetivo do Grupo de Pesquisa "Geografia, métodos e ambiente" é discutir, as práticas de investigações geográficas contextualizando as concepções teóricas. A teoria se associa aos métodos de produção do conhecimento, aliada às categorias e conceitos geográficos. Assim, se busca debater como os Geógrafos da área ambiental, que utilizam esses fundamentos na construção de uma Geografia Contemporânea, integrando dinâmicas da natureza e da sociedade.



Coordenadores
DIRCE MARIA ANTUNES SUERTEGARAY - UFRGS
JOÃO OSVALDO RODRIGUES NUNES - UNESP/PP
ROBERTO VERDUM - UFRGS
EDIVALDO LOPES THOMAZ - UNICENTRO


Suplentes
LAURINDO GUASSELLI - UFRGS
VALDEMIR ANTONELLI - UNICENTRO

24 - GEOGRAFIA E PODER: CONFLITOS E RESISTÊNCIAS/CONTRA-PODERES TERRITORIAIS

O grupo de trabalho "Geografia e poder: conflitos e resistências/contra-poderes territoriais" tem por objetivo a socialização e a reflexão sobre o processo de construção do conhecimento no âmbito da Geografia e sua vinculação às relações de poder, bem como às resistências territoriais e aos contra-poderes numa perspectiva multiescalar e de base local. Neste sentido, buscar-se-á apresentar as experiências de trabalho efetivadas pelos membros do grupo e pesquisas elaborados por outros autores brasileiros e estrangeiros, bem como sua aproximação no plano teórico e metodológico, destacando-se os sentidos políticos de cada concepção. Na Geografia, o aprofundamento do conhecimento nessa temática tem se dado, em boa parte, pelas investigações desenvolvidas por pesquisadores responsáveis e participantes de grupos de pesquisa, em especial em nível de mestrado e de doutorado. A proposta/ementa, então, contemplará: A pluralidade conceitual do poder na Geografia. O território, a territorialidade e as escalas territoriais. As redes, as interações espaciais, os conflitos, os consensos e os agentes envolvidos de modo inter e multiescalar pelas inovações (i) materiais que influenciam a organização do espaço e, portanto, o território e algumas resistências ao processo de globalização do capital. A Geografia no contexto das interconexões que envolvem as relações de poder e contra-poderes - resistências territoriais. Pelas justificativas apresentadas propomos a primeira experiência em conjunto desses pesquisadores, para a referida temática, pretendendo-se que seja esta um diferencial no sentido da leitura geográfica das relações de poder e contra-poderes nas diversas escalas territoriais.

Coordenadores
MÁRCIA DA SILVA - UNICENTRO - UEM
FRANCISCO FRANSUALDO DE AZEVEDO - UFRN
DENISE CRISTINA BOMTEMPO - UECE
MARCOS AURELIO SAQUET - UNESP/PP


Suplentes
ALEXANDRE QUEIROZ PEREIRA - UFC
ROSA ESTER ROSSINI - USP

25 - DEMOCRACIA, CIDADANIA, POLÍTICAS PÚBLICAS E TERRITÓRIO: NOVAS QUESTÕES PARA A GEOGRAFIA POLÍTICA CONTEMPORÂNEA.

A relação entre território e política fundamenta a reflexão sobre a territorialidade das instituições que constituem a base organizacional para o exercício da cidadania, da democracia e também para a definição de políticas públicas que garantem o acesso a bens e serviços em diferentes recortes e escalas da ação e da decisão política. No contexto atual de consolidação de um modelo de Estado democrático e federativo no Brasil, as muitas possibilidades de articulação da Geografia com a política promovem novos arranjos espaciais, além de redefinir e requalificar os espaços políticos em diferentes escalas. O dinamismo dos espaços políticos reflete também as mudanças na sociedade brasileira, que passou por importantes transformações nas últimas décadas. Essa complexidade fomenta conseqüentes debates na agenda da Geografia Política contemporânea, que suscitam questões temáticas, teórico-conceituais e epistemológicas. Nesta perspectiva, este Grupo de Trabalho tem como proposta discutir as renovadas relações entre democracia, cidadania, políticas públicas e o território, base material e simbólica da sociedade. Serão igualmente contempladas pesquisas em torno das dinâmicas territoriais que possam servir de base para a criação e desenvolvimento de políticas públicas territoriais que objetivem diminuir as desigualdades locais e regionais no Brasil. Pretende-se também discutir os diversos aportes teórico-metodológicos a fim de explorar as possibilidades do método comparativo no campo da Geografia Política.



Coordenadores
INÁ ELIAS DE CASTRO - UFRJ
ANTÔNIO ÂNGELO DA FONSECA - UFBA
AUGUSTO CESAR PINHEIRO DA SILVA - PUC/RJ
JULIANA NUNES RODRIGUES - UFF


Suplentes
ALDOMAR RUCKERT - UFRGS
RICARDO JOSÉ BATISTA NOGUEIRA - UFAM

26 - ANÁLISE GEOGRÁFICA DO CLIMA

Climatologia: aportes teóricos, metodológicos e técnicos. Estudos teóricos e aplicados em Climatologia Geográfica. A articulação das escalas clima: do local ao global. A Climatologia e as novas tecnologias. O clima no contexto das políticas públicas. O clima: o uso e a gestão do território. Variabilidade climática. Vulnerabilidade climática e impactos socioambientais. Eventos climáticos extremos e suas repercussões na sociedade. Clima e ensino.

Coordenadores
ERCÍLIA TORRES STEINKE - UNB
EMERSON GALVANI - USP/GF
CÁSSIA DE CASTRO MARTINS FERREIRA - UFJF
CARLOS SAIT PEREIRA DE ANDRADE - UFPI


Suplentes
CHARLEI APARECIDO DA SILVA - UFGD
CÁSSIO ARTHUR WOLLMANN - UFSM

27 - OS CLIMAS DAS CIDADES E AS RELAÇÕES SOCIEDADE/NATUREZA

Escalas de estudo da climatologia urbana. Fenômeno de ilhas de calor e frescor no ambiente urbano. Influência dos espaços verdes no clima da cidade. Variações térmicas e higrométricas e conforto térmico nas cidades. Qualidade do ar urbana e saúde. Impactos pluviais nas cidades: inundações, alagamentos, escorregamentos. Clima urbano, risco e vulnerabilidade. Conseqüência das mudanças climáticas nas cidades. Clima e Planejamento Urbano.

Coordenadores
MARGARETE CRISTIANE DE C. TRINDADE AMORIM UNESP/PP
MARIA ELISA ZANELLA - UFC
EDSON SOARES FIALHO - UFES
JOSÉ CARLOS UGEDA JUNIOR - UFMT


Suplentes
JOÃO LIMA SANT´ANNA NETO - UNESP/PP
ZILDA DE FÁTIMA MARIANO - UFG/JATAÍ

28 - GEOGRAFIA E REPRESENTAÇÃO

Espaço e Representação compõem expressões conceituais de uma geografia aberta a temáticas advindas da chamada "virada lingüística ou cultural". Tais temáticas aparecem nas reflexões sobre espaços vividos, lugares, paisagens ou ambientes sociais, que atuam na construção de novas relações de poder; e proporcionam caminho ao tratamento meta-conceitual da Ciência Geográfica. Com este GT busca-se compreender a dimensão humana nas relações espaciais e simbólicas, impressas pelos valores, sentimentos e ações, como também tratar representações e simbolismos espaciais em formas metodológicas de investigação contextualizada. Nessa perspectiva, procura-se aguçar o olhar geográfico para os aspectos didático-pedagógicos, tendo em vista ressignificar o ensino de geografia de articulação direta com temas ainda considerados "marginais" na área. O que visa priorizar a pesquisa e análise das representações construídas pelas sociedades, considerando o educando como agente social que estabelece relações na organização espacial. A representação é uma forma de compreender a "teia da Vida", interagindo realidades e os agentes sociais. O GT trata também das identidades construídas a partir das diversidades, analisando as contradições entre capital/trabalho, racionalidade/simbologia, territórios lentos/acelerações pós-modernas, bem como os conteúdos da cultura e a natureza das representações socioespaciais. Propõe-se aprofundar ainda as discussões das diferentes espacialidades do sagrado, suas representações e relações com religiosidades específicas, apontando caminhos epistemológicos para a Geografia da Religião. Tensões entre o espaço percebido e o vivido, entre o sentido aparente e o significado construído das territorialidades, são dimensões privilegiadas pelos estudos do GT. Daí a atenção especial à produção de significados a partir de uma perspectiva geográfica, que incorpore microterritorialidades, representações de valores e comportamentos, como expressão de uma dialética formalidade/ espontaneidade, na qual a condição de espaço social do objeto de estudo seja operada por inclusão de variáveis dialógicas; não apenas por um lastro de correspondência com as geografias da tradição.

Coordenadores
CHRISTIAN DENNYS MONTEIRO DE OLIVEIRA - UFC
JEAN CARLOS RODRIGUES - UFT
ROSSELVELT JOSÉ SANTOS - UFU
SÔNIA REGINA ROMANCINI - UFMT


Suplentes
AMÉLIA REGINA BATISTA NOGUEIRA - UFAM
GILMAR MASCARENHAS DE JESUS - UERJ

29 - GEOGRAFIA MARINHA

Aspectos físicos do espaço costeiro e oceânico (planície costeira, sistema praial e plataforma continental), processos aerodinâmicos e hidrodinâmicos (geologia, geomorfologia, oceanografia geológica e sedimentologia), associados à utilização desses espaços de uma forma ordenada e sustentada.

Coordenadores
NORBERTO OLMIRO HORN FILHO - UFSC
DIETER CARL ERNST HEINO MUEHE - UFES
NELSON LUIZ SAMBAQUI GRUBER - UFRGS
ULISSES ROCHA DE OLIVEIRA - FURG


Suplentes
NINA SIMONE VILAVERDE MOURA - UFRGS
JACQUELINE ALBINO - UFES

30 - DESENVOLVIMENTO REGIONAL E INFRAESTRUTURA

A temática do Desenvolvimento Regional e Infraestruturas se coloca necessária pelas características atuais do processo de desenvolvimento brasileiro, pautado: no fortalecimento da intervenção do Estado, retomada da elaboração de políticas públicas e dos investimentos em infraestruturas, novos modelos regulatórios para a concessão dos serviços públicos, a atuação das corporações e seu papel na internacionalização da produção. São temas pertinentes à discussão sobre o desenvolvimento regional brasileiro, suas repercussões, conflitos de interesses, embate capital x trabalho e o papel do Brasil na divisão internacional do trabalho. Este Grupo de Trabalho tem origem na discussão acumulada pelo Grupo de Estudos em Desenvolvimento Regional e Infraestruturas (GEDRI), em funcionamento desde o ano de 2005 e do Grupo de Estudos da Dinâmica Econômica, desde 2008. O GT proposto tem o objetivo de aglutinar 5 eixos de pesquisa: 1) Circulação, transportes e logística; 2) Financeirização do território nacional; 3) Políticas públicas e desenvolvimento regional; 4) Desenvolvimento econômico, política industrial e comércio exterior; 5) Agronegócio e circuitos espaciais da produção. Tem-se como meta a criação de espaços de discussão que permita a socialização das experiências de pesquisa, reunião de um acervo qualificado com desdobramentos para a qualificação da pós-graduação e efetiva contribuição ao debate nacional.



Coordenadores
FÁBIO BETIOLI CONTEL - USP/GH
LISANDRA PEREIRA LAMOSO - UFGD
MÁRCIO ROGÉRIO SILVEIRA - UFSC
PIERRE ALVES COSTA - UNICENTRO


Suplentes
JOÃO MÁRCIO PALHETA - UFPA
ALOYSIO MARTHINS DE ARAUJO JUNIOR - UFSC

31 - GEOGRAFIA E DIVERSIDADE: GÊNEROS, SEXUALIDADES, ETNICIDADES E RACIALIDADES

A partir dos anos setenta as chamadas geografias feministas foram fundamentais nas transformações teórico-metodológicas da ciência geográfica. Os estudos das questões étnicas e raciais também se agregaram a este processo. O crescimento da perspectiva de gêneros, sexualidades, etnicidades e racialidades no campo científico geográfico foi resultado da necessidade da ciência acompanhar as transformações sociais e econômicas, cujos papéis de gênero e de sexualidades dissidentes e das discriminações e segregações étnicas e raciais passaram a ter papel fundamental na sociedade contemporânea. A geografia, enquanto uma ciência social incorporou esta perspectiva na medida em que compreendeu que os variados grupos sociais desenvolvem espacialidades diferenciadas e que a atenção em torno das relações raciais, étnicas, de gênero e sexualidades ampliam a capacidade compreensiva do espaço. Esse horizonte mundial é igualmente significativo para os movimentos sociais latino-americanos e brasileiros que incluíram estas perspectivas nos debates em torno de temas como o acesso à terra rural, à cidade, ao mercado de trabalho, à divisão de riquezas, à justiça ambiental, as instâncias políticas, a mobilidade espacial, entre outros temas. O objetivo deste simpósio consiste em tratar estas temáticas considerando as assimetrias de gêneros e raciais e as lutas pelos direitos LGBT, negros, indígenas, de mulheres e outros segmentos a partir da perspectiva espacial e interseccional.



Coordenadores
ALEX RATTS - UFG
BENHUR PINÓS DA COSTA - UFSM
MARCIO JOSE ORNAT - UEPG
MARIA DAS GRAÇAS SILVA NASCIMENTO SILVA - UNIR


Suplentes
JOSELI MARIA SILVA - UEPG
SUSANA MARIA VELEDA DA SILVA - FURG

32 - MOVIMENTOS SOCIAIS E REFORMA AGRÁRIA

História dos movimentos sociais no campo no Brasil e no mundo. A ocupação do território e a questão agrária no século XXI: disputas territoriais pelo acesso a terra e os conflitos pela água. Questão Indígena. Questão Quilombola. O Estado e as políticas púbicas de Reforma Agrária. Reforma Agrária e assentamentos rurais: da luta pela terra a luta na terra. O poder judiciário e a questão agrária. Violência no campo. O debate agronegócio versus agroecologia. Os conflitos em torno do combate ao uso agrotóxico. Os conflitos decorrentes da exploração da terra, do subsolo pela mineração e das grandes obras de infraestrutura realizadas pelo Estado Brasileiro. A Soberania Alimentar. Geografia e Questão Agrária.

Coordenadores
JOÃO CLEPS JUNIOR - UFU
JOÃO EDMILSON FABRINI - UFGD
MARCO ANTONIO MITIDIERO JUNIOR - UFPB
ERALDO DA SILVA RAMOS - UFS


Suplentes
CARLOS ALBERTO FELICIANO - UFPE
EDUARDO P. GIRARDI - UNESP/PP

33 - GEOPATRIMÔNIO E GEOCONSERVAÇÃO

O Geopatrimônio corresponde ao conjunto dos elementos geológico-geomorfológicos e seus sistemas paisagísticos associados que, em função do seu valor científico-educacional, ecológico ou cultural, necessitam de estratégias próprias de conservação e divulgação, a fim de serem transmitidos às futuras gerações como uma herança coletiva.
Surgida dentro das Ciências da Terra a partir dos anos 90, devido à necessidade de incorporar a riqueza geopatrimonial do planeta no debate e nas estratégias conservacionistas mundiais, a área da geoconservação foi, progressivamente, recebendo um aporte cada vez maior dos profissionais da Geografia, que identificam no geopatrimônio não apenas um testemunho a ser preservado sobre a história geológica da Terra mas, também, um registro histórico dos processos de interação e adaptação cultural dos homens às condições da superfície do planeta.
Justamente por incorporar as diferentes formas de manifestação cultural associadas ao patrimônio natural, a geoconservação rompe com as clássicas teorias preservacionistas alicerçadas nos mecanismos de proteção integral, buscando a proteção e valorização das paisagens especialmente a partir das estratégias de uso sustentável; dentre estas, a criação de Geoparques tem representado uma das propostas mais conhecidas e mais exitosas em todo o mundo, aliando a conservação do patrimônio geológico-geomorfológico aos processos de desenvolvimento local dos territórios, por meio do geoturismo e das atividades educativas e de divulgação.
Dessa forma, o GT de Geopatrimônio e Geoconservação se propõe a ser um espaço de debate e reflexão acerca da contribuição da pesquisa em Geografia não apenas no desenvolvimento de métodos e técnicas de inventariação, interpretação e proteção do geopatrimônio existente no território brasileiro, como também na análise e proposição de estratégias de uso sustentável deste patrimônio com vistas ao fortalecimento da identidade dos territórios e promoção do desenvolvimento endógeno.


Coordenadores
ADRIANO SEVERO FIGUEIRÓ - UFSM
MARIA LÍGIA CASSOL PINTO - UEPG
LEONARDO JOSÉ CORDEIRO SANTOS - UFPR
VALDIR STEINKE - UNB


Suplentes
NADJA MARIA CASTILHO DA COSTA - UERJ
ANDRÉ WEISSHEIMER DE BORBA - UFSM

34 - HISTÓRIA DA GEOGRAFIA

O presente grupo de trabalho busca estudar a história da geografia com ênfase na produção e difusão do conhecimento. As temáticas são organizadas em três eixos principais, considerando hierarquias, interações e redes na produção do saber geográfico. No primeiro eixo, discute-se as hegemonias e hierarquias nas formas de se fazer geografia. Particularidades na produção científica em diferentes espaços políticos e institucionais. Diversidades nas formas como o conhecimento geográfico é produzido e disseminado. O segundo eixo destaca os trânsitos disciplinares e as traduções do pensamento geográfico para um público amplo. Interações da geografia com outras disciplinas. Relações entre geografia acadêmica e geografia escolar. Circulação do conhecimento geográfico para o grande público através de relatos de viagem, livros didáticos, representações midiáticas, obras de literatura e outras formas artísticas. Discurso geográfico e elaboração de políticas públicas governamentais. Por fim, o terceiro eixo se relaciona com os arranjos institucionais e a cooperação intelectual na história da geografia. Sociedades geográficas e associações científicas. Choques e afinidades nas redes formais e informais de cooperação. Escolas nacionais e internacionalização do conhecimento científico. Organização e realização de congressos e publicações nacionais e internacionais. Trajetórias intelectuais de geógrafos e a circulação de suas ideias em diferentes nichos acadêmicos. Desenvolvimento de subcampos e renovação das agendas de pesquisa na geografia. Consideramos que a partir destes três eixos temáticos, esse grupo de trabalho pode oferecer uma colaboração original e para os encontros da Anpege, abrindo espaço para uma discussão mais sistemática sobre as formas de se produzir e divulgar o conhecimento geográfico.



Coordenadores
RITA DE CÁSSIA MARTINS DE SOUZA - UFU
ROGATA SOARES DEL GAUDIO - UFMG
DORALICE BARROS PEREIRA - UFMG
ANDRÉ REYES NOVAES - UERJ


Suplentes
CRISTINA PESSANHA MARY - UFF
TULIO BARBOSA - UFU

35 - REGIÕES DO AGRONEGÓCIO, NOVAS RELAÇÕES CAMPO-CIDADE E REESTRUTURAÇÃO URBANA

No atual período histórico, caracterizado pela forte internacionalização do modo de produção capitalista, importantes transformações de ordem técnica, política e econômica têm promovido intensa reestruturação produtiva da agropecuária brasileira. Com seu funcionamento regulado cada vez mais pela economia de mercado, em razão de demandas urbanas e industriais, em grande parte voltadas à exportação, a agropecuária tem se caracterizado, entre outros, pela produção de commodities; de combustíveis renováveis; de frutas tropicais e de matérias-primas para vários ramos agroindustriais. Outra importante característica é a apropriação de tais processos por parte de corporações multinacionais, associadas em especial ao capital industrial e financeiro, que compõem parte das novas redes de governança global que determinam como e o que se produz no campo.
Dessa forma, o presente GT objetiva, em especial, aprofundar os debates teóricos e metodológicos acerca de situações geográficas decorrentes da globalização do agronegócio, como: a intensificação e a especialização produtiva e as regionalizações associadas; a estruturação de novas divisões sociais e territoriais do trabalho das empresas e atividades do agronegócio; a reestruturação urbana e as relações campo-cidade; as formas de governança das grandes corporações na produção e distribuição dos produtos agrícolas; a especialização funcional das cidades inerente à difusão do agronegócio; as disputas pela terra e pela água; a logística agroindustrial; a ampliação das desigualdades socioespaciais e a precarização das condições de moradia, entre outros.
Pretende-se com estes debates contribuir para a compreensão da reestruturação produtiva e das dinâmicas territoriais do agronegócio brasileiro, em especial, aquelas ligadas à estruturação de regiões e cidades do agronegócio e à produção e distribuição de commodities agropecuárias.


Coordenadores
DENISE ELIAS - UECE
RICARDO ABID CASTILLO - UNICAMP
RENATO PEQUENO - UFC
SAMUEL FREDERICO - UNESP/RC


Suplentes
EVE ANNE BUHLER - UFRJ
DIMAS MORAES PEIXINHO - UFG/J

36 - FILOSOFIA E EPISTEMOLOGIA EM GEOGRAFIA

A proposta desse Grupo de Trabalho é propiciar o desenvolvimento de discussões teórico-metodológicas acerca das múltiplas e as recíprocas relações entre a Geografia, a Filosofia e as Ciências, assim como, com outros modos de conhecimento - como, por exemplo, o artístico e o de senso comum - que são fundamentados e fundamentam as distintas perspectivas de abordagem da realidade, paradigmas, teorias, categorias e conceitos. Busca-se contemplar os debates epistemológicos, ontológicos, gnosiológicos, metodológicos e aos procedimentos técnicos de pesquisas atinentes tanto à Geografia Humana como à Geografia Física. Essas discussões podem ser desdobradas em distintos modos de análise, por exemplo: os diferentes modos de conhecimento e sua relação com a Geografia; métodos filosóficos e suas influências nos estudos geográficos; perspectivas de abordagem da realidade e as influências teórico-metodológicas na Geografia; epistemologia em Geografia; ontologia em Geografia; gnosiologia em Geografia; metodologia e técnicas de pesquisa em Geografia; História do pensamento geográfico; teorias, conceitos e categorias em/da Geografia; inter-relação entre a Geografia e a Filosofia; inter-relação entre a Geografia e as Ciências; inter-relação entre a Geografia e as Artes; inter-relação entre a Geografia e o conhecimento de senso comum; a Natureza e a Ontologia; a Natureza e sua geograficidade; a mundaneidade e o Sistema Terra; Técnicas, instrumentalização e reificação da Natureza; o espaço e o simbólico na sociedade; o espaço e o cosmopolitismo.

Coordenadores
ANTÔNIO CARLOS VITTE - UNICAMP
ALEXANDRE DOMINGUES RIBAS - UNIOESTE/FB
ANTONIO HENRIQUE BERNARDES - UFF/C
DANTE FLÁVIO DA COSTA REIS JUNIOR - UNB


Suplentes
RODRIGO DUTRA GOMES - UFPE
NÉCIO TURRA NETO - UNESP/PP

37 - GEOGRAFIAS, IMAGENS E LITERATURA: INTERLOCUÇÕES POSSÍVEIS

Propomos este Grupo de Trabalho a partir da união de dois conjuntos de pesquisadores com preocupações que se articulam com as novas perspectivas para a linguagem científica da Geografia, notadamente a partir do encontro com as linguagens artísticas. De um lado, o conjunto de pesquisadores vinculados ao Grupo de Pesquisa Geografia, Literatura e Arte, que já organizara o Grupo de Trabalho "Geografia e Literatura: Interlocuções Possíveis" no encontro anterior da ANPEGE, assim como o Simpósio Internacional de Geografia, Literatura e Arte; por outro lado, o conjunto de pesquisadores vinculados a Rede Imagens, Geografias e Educação, que organiza o Colóquio Internacional Educação Pelas Imagens e Suas Geografias. Tendo em vista as novas normas de organização dos GTs na ANPEGE, objetivamos, a partir das experiências de trabalhos efetivadas por esse grupo ampliado de pesquisadores com as linguagens imagéticas (cinema, fotografia, desenhos e cartografias pós-representacionais) e literárias (romances, contos, novelas e poesias) trocar experiências e aprofundar metodologias e temas de pesquisas que apontam outras possibilidades de produção de significados para os estudos científicos da Geografia, notadamente os relacionados com novas perspectivas para com os conceitos estruturadores da lógica espacial da sociedade (lugar, paisagem, território, região, escala, fronteira e espaço) e de como esses conceitos podem reverberar em novos entendimentos dessas linguagens artísticas a se desdobrarem na criação científica enquanto ações de ensino e pesquisa geográficas. Um pressuposto coloca-se como basilar: compreender que o trabalho geográfico faz uso de mecanismos simbólicos e lingüísticos, bem como imagéticos, imaginativos e estéticos, próprios do labor artístico, que reverberam em novas sensibilidades e pensamentos espaciais, potencializando outras narrativas geográficas, objetivando a compreensão mais dinâmica e diferenciada das relações sociais em seus referenciais espaço-temporais.

Coordenadores
JÚLIO CÉSAR SUZUKI - USP/GH
EGUIMAR FELÍCIO CHAVEIRO - UFG
FLAVIANA GASPAROTTI NUNES - UFGD
GISELI GIRARDI - UFES


Suplentes
JONES DARI GOETTERT - UFGD
ANA MARIA LIMA DAOU - UFRJ

38 - PROBLEMÁTICA SOCIOAMBIENTAL URBANA

A urbanização e a apropriação da natureza na cidade: Degradação e comprometimento da qualidade de vida na cidade. Abordagem geográfica de problemáticas socioambientais urbanas ligadas às ilhas de calor, inundações, poluição do ar, saneamento ambiental, etc. Identificação e analise de situações de risco, vulnerabilidade e resiliência socioambiental na cidade contemporânea. Planejamento e gestão ambiental da cidade.

Coordenadores
FRANCISCO DE ASSIS MENDONÇA - UFPR
FABIO CESAR ALVES DA CUNHA - UEL
ERIKA COLLISCHON - UFPEL
JOSEFA ELIANE PINTO - UFSE



Suplentes
GISLAINE LUIS - UFG
CLEUSA ZAMPARONI - UFMT

39 - TURISMO E PRODUÇÃO DO ESPAÇO

No contexto da reestruturação produtiva, destaca-se a expansão de alguns segmentos econômicos que se caracterizam pela produção de bens imateriais, fortemente marcados pela intangibilidade. Dentre esses novos segmentos emergentes e que ganham visibilidade econômica, têm-se as atividades relacionadas ao lazer e ao turismo. Muitos países e regiões procuraram dinamizar suas economias através do incentivo a essas atividades, especialmente áreas deprimidas e dotadas de amenidades naturais que encontraram em tais segmentos econômicos uma possibilidade de participação e inserção na economia globalizada. O turismo apresenta relevância nas transformações que promovem nas formas e no conteúdo dos espaços, participando e induzindo processos de urbanização, metropolização e de reestruturação das áreas rurais. Considerando sua relevância na contemporaneidade enquanto prática social, apreendida tanto em decorrência das iniciativas do poder público como de agentes do mercado, busca-se, neste Grupo de Trabalho, apreendê-lo como um dos vetores da produção do espaço em suas diferentes escalas de análise, sendo responsável pelo aprofundamento e deflagração de processos de fragmentação e segregação sócioespacial, em decorrência do uso especializado do espaço, decorrentes das práticas turísticas e de vilegiatura em parcelas específicas do território. Em função de suas características, a prática turística é associada a processos amplos de desenvolvimento e reprodução do capital, portanto, a especialização dos lugares é associada ao processo geral de desenvolvimento que permite sua inserção em redes globais. Este processo, conflituoso e contraditório, envolve diferentes formas de resistência, reveladas no e pelo espaço.

Coordenadores
EUSTÓGIO W. CORREIA DANTAS - UFC
MARIA APARECIDA PONTES DA FONSECA - UFRN
RITA DE CÁSSIA A. DA CRUZ - USP/GH
EDVALDO C. MORETTI - UFGD


Suplentes
MARIA CLÉLIA LUSTOSA COSTA - UFC
ALEXSANDRA MUNIZ - UFC

40 - A URBANIZAÇÃO NOS CERRADOS - PROCESSOS, FORMAS E VULNERABILIDADES DO URBANO ATUAL

As áreas dos cerrados constituem um espaço econômico/social heterogêneo com recente ocupação econômica, caracterizada, particularmente, pela: modernização agrícola; agroindustrialização; terceirização; aceleração do fenômeno urbano. Segundo Corrêa (1995) os impactos da modernização agrícola dizem respeito, particularmente, à estrutura fundiária, aos sistemas agrícolas, aos produtos cultivados, às relações sociais de produção e à mobilidade demográfica. Todavia, a modernização do campo afetou, sobremaneira, a urbanização, à medida que a partir dela tornou-se possível, nas cidades das regiões agrícolas modernizadas, a adoção de algumas outras inovações, principalmente, aquelas ligadas à prestação de serviços, bem como à informação, à comunicação e ao mundo financeiro.
O enfoque regional da urbanização será desenvolvido para definir e diferenciar as formas urbanas atuais da região: o processo, os agentes, as formas espaciais, seus conteúdos sócio-econômicos e suas funções. Bem como as vulnerabilidades sócio/espaciais dessa urbanização.
Assim, este GT se propõe a discutir o processo de Formação Sócio\espacial e urbanização nas áreas do cerrado brasileiro, considerando-se os fatores políticos, econômicos, sociais e culturais que criaram novas redes e territorialidades no Brasil Central.
Os temas poderão ser enfocados considerando os seguintes aspectos já evidenciados no comportamento das redes de cidades dos cerrados: (re)configuração da rede urbana e novas territorialidades; modernização agrícola e urbanização; dinâmicas sócio-espaciais; transformações recentes; metrópoles; capitais regionais; pequenas e médias cidades; fragmentação territorial e constituição de novos municípios.


Coordenadores
BEATRIZ RIBEIRO SOARES - UFU
CELENE CUNHA M. A. BARREIRA - UFG
ELIZEU LIRA - UFT
FERNANDO L. ARAÚJO SOBRINHO - UNB


Suplentes
ALEXANDRE BERGAMIM - UFGD
JOÃO BATISTA DE DEUS - UFG

41 - TERRITORIALIDADES DE FESTAS POPULARES: ESPAÇO - TEMPO COGNITIVO, CONECTIVO E CONFLITIVO

As festas populares têm se constituído como um campo de investigação fecundo nos programas de pós-graduação em geografia, ainda que pese a longa herança de estudos sociológicos, antropológicos e históricos. Festas da cidade? e da roça?, exposições, carnavais, folguedos, etc. levam os geógrafos a questionarem sobre os lugares e os territórios, as cosmovisões da nossa sociedade, valores, ideologias e utopias, bem como desvelam as tensões que existem entre ordem e desordem, tradição e ruptura, público e privado, austeridade e excessos, mercantilização e originalidade, identidades e diferenças, insiders e outsiders, global e local. Sejam encaradas como momentos especiais ou como continuidades do cotidiano, as festas ora atenuam, ora aguçam, ora criam dilemas, conflitos e contradições que nos possibilitam lê-las como textos em que se inscrevem histórias, romances e contos impregnados de relações de poder, territorializando seus espaços. O objetivo do GT é ampliar as discussões sobre o espaço-tempo de conflitos, de dilemas e, de contradições das festas populares e, portanto, evidenciar, à luz de leituras geográficas, tal aspecto das festas, priorizando os trabalhos que apresentem relevância teórica e análise empírica consistente. As pesquisas podem ser estudos de caso, análises comparativas, ou embasadas em quaisquer outros procedimentos que coloquem as tensões existentes na festa e seus reflexos espaciais como eixo norteador de análise geográfica.

Coordenadores
JOSÉ ANTÔNIO SOUZA DE DEUS - UFMG
MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS - UFS
MARIA GERALDA DE ALMEIDA - UFG
SALETE KOZEL TEIXEIRA - UFPR


Suplentes
RICARDO ALEXANDRINO GARCIA - UFMG
MARCOS TORRES - UFPR